sábado, 31 de outubro de 2009

Descobertas

Quando iniciei o curso de pedagogia da UFRGS eu possuía várias dúvidas quanto ao trabalho pedagógico.
Com o desenvolver do curso mudei minha concepção referentes a inúmeras questões. Mas até este semestre eu ainda tinha algo que eu não sabia, mas, ao mesmo tempo, não sabia o que era que faltava. As interdisciplinas de didática, planejamento e educação e linguagem e educação assim como um Curso de formação para educadores, promovido pela Secretaria da Educação do município de Três Cachoeiras, no período de 21 a 24 de julho se entrelaçaram muito bem me oportunizando compreender o que eu ainda não sabia que faltava.
Quando realizei o magistério, entre os anos 1996 a 2000 os professores falavam muito sobre “deixar o livro didático de lado”. Aí então eu me perguntava como preparar aulas, trabalhar com os alunos sem fazer muito uso de livros didático?
Hoje, percebo que os professores não estavam bem orientados quanto a esta forma de trabalhar e não nos fizeram compreender como realmente agir. Sei que não podemos nos deter somente em livros didáticos, segui-los linearmente e que devemos trabalhar com os alunos o questionamento sobre o que estes livros trazem.
Um palestrante deste curso em Três Cachoeiras coloca que o livro didático deve sim ser usado em sala de aula, pois ele traz outras realidades para os educandos. "Devemos partir da realidade do educando, mas, não ficarmos somente nela. RIBEIRO, Loiva Beatriz Menger."
O texto de Jurjo Torres Santomé que fala sobre as origens da modalidade do currículo integrado da interdisciplina de didática, planejamento e avaliação coloca que devemos nos questionarmos quanto ao que nos é proposto a trabalhar com os alunos, pois, geralmente, há um interesse econômico por trás do desenvolvimento de certas habilidades e dos conteúdos trabalhados em sala de aula e que estes são próprios de uma determinada época.
Então, percebo a necessidade de nos questionarmos quanto ao que é nos passado como verdades inquestionáveis assim como desenvolver esta visão crítica nos alunos.
Para concluir, acredito que o livro didático deva ser usado, mas, não ficarmos restritas somente a ele e possuirmos um olhar crítico quanto ao que as classes dominantes dizem que devemos ensinar e, despertar nos alunos esta mesma criticidade.

sábado, 3 de outubro de 2009

EJA e linguagem e educação

Após a realização de leituras e atividades solicitadas pela interdisciplina educação de jovens e adultos no Brasil pude compreender que a EJA comprende não somente a alfabetização, mas todo o ensino fundamental e médio.
É uma oportunidade de jovens que, geralmente, possuem um histórico de repetência escolar e posterior evasão, assim como de adultos que não tiveram acesso a escolaridade em "idade propria" de ampliarem seus conhecimentos e/ou adquirirem um trabalho mais qualificado, oportunizando melhorias pessoais e sociais.
A EJA deve ser vista como uma educação que integra os conhecimentos adquidos ao longo da vida dos jovens e adultos aos conhecimentos escolares. Muitos conteúdos que são trabalhados em sala de aula com crianças, os adultos e jovens, já compreendem, dominam e fazem uso em seu cotidiano. E é a partir destes conhecimentos culturais, histórico-sociais, dos usos de leitura, escrita e oralidade social que a EJA deve introduzir os conteúdos escolares.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Aula presencial do dia 01/10/2009

No dia 01/10/2009 tivemos aula presencial da interdisciplina seminário integrador VII e gostaria de registrar questões abordadas neste encontro.
A professora Eliana falou sobre os PAs e sobre o estágio supervisionado, entre outros, quanto ao estágio, ela colocou que este deveria conter características de um PA como a pesquisa, atividades que partissem do interesse do aluno, de sua curiosidade, a avaliação como processo e principalmente estar muito atenta a aprendizagem do aluno, não somente ao ensino, "escutar" o que ele já sabe, o que deseja saber, se ele está realmente aprendendo, focar olhares e ações para o aprendizado.
A UFRGS é um exemplo a ser seguido, pois, os professores demonstram grande preocupação com a aprendizagem, tendo em vista, os imprevistos, a realidade de cada aluno, e é desta forma que devemos trabalhar, atentas para as necessidades de cada indivíduo.