sábado, 30 de outubro de 2010

Abordagem das postagens do mês de outubro

Durante o mês de outubro realizei três postagens em meu portfólio referentes ao meu tema de pesquisa do TCC.
Na postagem do eixo IV trouxe questões referentes ao desenvolvimento das noções de tempo e espaço, da interdisciplina representação do mundo pelos estudos sociais, onde utilizei o diálogo, com ênfase em atividades que desenvolvessem tais noções.
Na postagem do eixo V, na interdisciplina psicologia da vida adulta eu trouxe o conceito de adulto elaborado por um grupo, no qual eu fazia parte, considerando a importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros visando à formação plena do ser adulto.
No eixo VI, eu citei exemplos de atividades onde utilizei o diálogo crítico, questionante, acerca da realidade concreta dos educandos, como exemplo, a leitura de imagens (de uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira). Por meio desta atividade, pude trabalhar diversas questões como o respeito às diversas culturas, aos modos de vida dos diversos grupos indígenas, dialogamos sobre as várias etnias, sobre as escolas dentro das aldeias que respeitam os valores daqueles grupos, que há índios na universidade, sobre as ancestralidades de cada educando.
Foi muito bom revisitar as interdisciplinas já cursadas, hoje, possuo um olhar diferente sobre os mesmos objetos de estudo trabalhados naquela época, porque hoje eu sou diferente da pessoa que eu era naquele período. As experiências vão nos modificando com o passar do tempo, vamos crescendo.
Um exemplo de crescimento foi a elaboração de meu TCC, agora, nesta última semana, após maiores reflexões, senti a necessidade de modificar a pergunta central que estava norteando o meu trabalho. Acredito que isto faz parte da construção; esta mudança veio a facilitar o andamento e conclusão de meu TCC.
Eu tinha como pergunta central de minha pesquisa “como a metodologia dialética contribui na construção de conhecimentos?” e agora o foco de minha investigação mudou, mas, sem ser necessário realizar grandes modificações dentro do corpo do trabalho, passando a ser “qual o perfil de professor que traz marcas positivas nas memórias das pessoas?”, onde deixei claro que devido aos meus estudos e principalmente com o estágio, passei a possuir uma hipótese, que a afetividade e o diálogo crítico, questionante são traços importantes de um professor que é lembrado por seus alunos e ex- alunos. Pretendo com a investigação, averiguar se esta hipótese se confirma ou não.

domingo, 24 de outubro de 2010

Eixo VI

Relendo as atividades e textos solicitados ao longo do curso, encontrei no eixo VI, na interdisciplina de “Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História” o texto de Daniel Manducuru, “Em busca de uma Ancestralidade Brasileira”, onde este autor fala da necessidade de trabalhar com todos os educandos a ancestralidade destes indivíduos, pois desta forma, as pessoas definem a sua identidade, conhecem os valores e modos de viver pertencentes a sua cultura, possibilitando, desta forma, a aceitação de suas características individuais e a das outras pessoas.
Este autor coloca (p. 03):
“Quando a gente se percebe continuador de uma história, nossa responsabilidade cresce e o respeito pela história do outro também. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. Trazer suas histórias, seus comprometimentos, suas angústias, sua humanidade. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza de nossos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de roda. Tudo isso, não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos.”
Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de minha vida pessoal e dos estudos, trabalhei com meus alunos a ancestralidade deles. Dei para cada educando três imagens: De uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira.
Pedi para que analisassem as imagens, uma menina disse que a mulher loira era mais bonita, perguntei por que ela achava isso, ela, tentando disfarçar, disse que a achava mais bonita porque era loira, estava sorrindo... Esta leitura de imagens provocou grandes discussões na sala de aula, dialogamos sobre a questão indígena, dos afros descendentes, fiquei surpresa quando os indaguei sobre suas origens, ninguém sabia sua etnia.
Após as discussões, cada aluno colou em seu caderno as imagens e descreveram, de uma forma minuciosa, o que observavam.
Propus aos alunos para que pesquisassem com seus pais ou avós qual a sua origem étnica. Todos eram descendentes de alemães, além desta descendência a professora titular da turma e uma menina eram também descendentes de grupos indígenas, uma outra menina possuía descendência italiana e um menino era afro descendente.
Construímos uma tabela com os dados obtidos e após, um gráfico.
Estas atividades promoveram diálogos riquíssimos em sala de aula, onde os alunos conheceram a sua ancestralidade, perceberam que os grupos indígenas não se encontram somente lá nas aldeias, distantes, mas, que, fazem parte da constituição de colegas, que os indígenas assim como os italianos, os alemães, os afros descendentes e outros povos foram se miscigenando formando as pessoas que hoje se encontram em nossa sociedade, cada um com suas características individuais.

domingo, 10 de outubro de 2010

Eixo 5

Relendo as atividades do eixo 5, encontrei na interdisciplina de psicologia da vida adulta, no seguinte endereço: http://psicologiavidaadulta-tc.pbworks.com/
o conceito de ser adulto, elaborado por grupos de alunos de nossa turma.
Três grupos destacaram a grande importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros seres como algo necessário para um bom desenvolvimento do ser humano, visando um adulto responsável e consciente de seus atos.
Apresento o que o meu grupo elaborou a respeito deste conceito (ser adulto): “É estar em constante construção da aprendizagem, a qual se dá pela interação dos indivíduos com o meio”. (Rosimere, Maria Aparecida, Márcia, Vanícia, Mineide e Simone Matos).
Esta interação procurei promover durante a realização de meu estágio; e uma das ferramentas usadas para a obtenção de tal objetivo foi o diálogo, este o usei intensamente, trabalhando os “conteúdos” de sala de aula relacionando-os com a realidade concreta dos educandos, problematizando seus interesses.
Um exemplo de problematização dos interesses dos alunos foi quando oportunizei uma discussão em torno da colocação de um educando sobre o seu desejo em se tornar caminhoneiro, quando adulto. Falamos sobre as dificuldades que estes profissionais encontram no dia-a-dia, como o excesso da carga horária de trabalho, o uso de arrebites, os males que esta droga pode ocasionar, se vale a pena “trocar” a saúde pelo dinheiro obtido com o uso desta droga, dialogamos sobre a necessidade de estudarem para que obtenham um trabalho que ofereça melhores condições e etc..

domingo, 3 de outubro de 2010

Eixo 4

No eixo 4, na interdisciplina de representação do mundo pelos estudos sociais trabalhamos questões referentes ao desenvolvimento das noções de tempo e espaço na criança. Realizamos a leitura das unidades III e IV do seguinte livro: Estudos sociais: Teoria e prática, dos autores Aracy do Rego Antunes, Heloísa Fesch Menandro e Tomoko Iyda Paganelli.
Este livro traz orientações sobre a necessidade de desenvolver as noções de tempo e espaço na criança e de como fazer isso, apresenta muitas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos para o desenvolvimento de tais noções.
Estes autores trazem colocações sobre este assunto:

Para as crianças, a inserção de espaços menores em espaços maiores não é tão clara como se pode pensar. Compreender, por exemplo, que a rua está dentro do bairro, o bairro dentro da cidade, a cidade dentro do município, o município dentro do estado e o estado dentro do país não é tão fácil: envolve conceitos que devem ser construídos gradativamente pela criança. (ANTUNES; MENANDRO; PAGANELLI, 1999, p. 71).

Durante a realização do meu estágio sempre tive muita preocupação com estas questões. Realizei o estágio com uma turma de 4ª série, quando trabalhei as missões jesuíticas levei os alunos até o laboratório de informática e por meio do Google maps localizamos nosso estado, a região jesuítica, o nosso município, a localização das ruas e até mesmo das moradias dos alunos. Os mapas do Rio Grande do Sul, do Brasil e o globo estavam sempre presentes na sala de aula.
Durante este período prático, procurei, especialmente por meio do diálogo , aproximar o mais perto possível os “conteúdos escolares” da realidade sempre situando os alunos no tempo e no espaço, especialmente quando trabalhava geografia e história. Um fato que ocorreu há 120 anos eu dizia aos educandos: Vocês tem em torno de 10 anos, os pais de vocês aproximadamente, 35, os avós, tantos anos... e isto ocorreu a 120 anos.