sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Reflexões sobre Max Weber

Max Weber estuda as relações de dominação, de poder, as hierarquias presentes em uma sociedade, onde uns dominam e outros são dominados.
Acredita que as relações de dominação estão presentes na sociedade nos mais variados segmentos inclusive no âmbito educacional. Este autor identifica três tipos de dominação: Legal, tradicional e a carismática.
Dominação legal, baseada puramente no estatuto, onde predomina a burocracia, qualquer direito pode ser criado e modificado mediante um estatuto que o rege, as relações são profissionais sem influências pessoais. Estabelece a quem se deve obedecer e em que medida, é mais comum em sociedades capitalistas, exige necessidade de especificação.
Dominação Tradicional é existente há muitos anos em virtude de crença e de poderes senhorais, tem por objetivo a formação do homem culto, é mais comum em sociedades pré-capitalistas.
Dominação carismática, é firmada no carisma, predomina a irracionalidade/emoções, onde as relações se dão por afinidades/afetividades, também é mais comum em sociedades pré-capitalistas.
Os estudos acerca destes autores me fizeram observar/refletir a minha prática pedagógica, os objetivos amplos da educação, as relações entre sociedade e o espaço educacional, oportunizando mudanças de concepções e de ações.

Reflexões sobre Émile Durkheim


Émile Durkheim analisa as relações entre educação e sociedade. Este autor acredita que a educação é a ação de uma geração adulta sobre uma geração jovem, ou seja, uma geração que ainda não se encontra preparada para a vida social.
A sociedade possui regras, normas que visam manter a harmonia deste espaço e que são passadas de geração a geração. Segundo Durkheim, o indivíduo não nasce sabendo estas regras de convivência, vai incorporando-as ao longo do tempo.
A educação é vista como uma ação social e não individual. O educador é um representante da geração adulta que tem por objetivo o desenvolvimento de capacidades/habilidades, proporcionar a aquisição de conhecimentos, de normas de comportamento, de valores, educar de acordo com as necessidades daquela sociedade. A educação possui uma dupla função: Homogeneizadora e diferenciadora. Por um lado a educação visa o pleno desenvolvimento do aluno, de suas capacidades físicas, intelectuais e morais, orienta para que este abra mão de desejos individuais em prol do coletivo. Por outro, ensina de acordo com a classe social de origem do aluno, não oportunizando a todos o mesmo direito, deste modo, reforçando as desigualdades sociais.

Reflexões sobre Paulo Freire

Os autores Paulo Freire, Émile Durkheim e Max Weber me fizeram refletir sobre a educação, a sociedade e suas relações.
Por meio das leituras dos livros pedagogia da autonomia e pedagogia da indignação de Paulo Freire, pude compreender muitos saberes necessários à prática educativa e a indignação deste autor frente a questões sociais. Através das atividades solicitadas pude relacionar estes saberes à minha prática de sala de aula, a grande maioria desses saberes se fez presente em minha formação.
Paulo Freire deixa transparecer, em seus livros, a necessária ética que todos os profissionais na área da educação devem possuir, o compromisso com a valorização do ser humano.
Este autor orienta para um trabalho onde professor e aluno aprendem juntos, onde não cabe ao professor transferir conhecimentos e sim, propor situações para que este aluno aprenda. Acredita que deve ser instigada a curiosidade do aluno, sendo um importante recurso para este objetivo o uso de pesquisas em sala de aula.
Paulo Freire defende que deve ser observada a realidade do aluno, respeitar os saberes deste, que deve ser aproximado, ao máximo, a fala do professor às suas ações, pois, este, se torna um exemplo de conduta.
A sala de aula é vista como um espaço para a democracia, para o respeito, para as aprendizagens.