domingo, 24 de outubro de 2010

Eixo VI

Relendo as atividades e textos solicitados ao longo do curso, encontrei no eixo VI, na interdisciplina de “Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História” o texto de Daniel Manducuru, “Em busca de uma Ancestralidade Brasileira”, onde este autor fala da necessidade de trabalhar com todos os educandos a ancestralidade destes indivíduos, pois desta forma, as pessoas definem a sua identidade, conhecem os valores e modos de viver pertencentes a sua cultura, possibilitando, desta forma, a aceitação de suas características individuais e a das outras pessoas.
Este autor coloca (p. 03):
“Quando a gente se percebe continuador de uma história, nossa responsabilidade cresce e o respeito pela história do outro também. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. Trazer suas histórias, seus comprometimentos, suas angústias, sua humanidade. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza de nossos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de roda. Tudo isso, não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos.”
Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de minha vida pessoal e dos estudos, trabalhei com meus alunos a ancestralidade deles. Dei para cada educando três imagens: De uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira.
Pedi para que analisassem as imagens, uma menina disse que a mulher loira era mais bonita, perguntei por que ela achava isso, ela, tentando disfarçar, disse que a achava mais bonita porque era loira, estava sorrindo... Esta leitura de imagens provocou grandes discussões na sala de aula, dialogamos sobre a questão indígena, dos afros descendentes, fiquei surpresa quando os indaguei sobre suas origens, ninguém sabia sua etnia.
Após as discussões, cada aluno colou em seu caderno as imagens e descreveram, de uma forma minuciosa, o que observavam.
Propus aos alunos para que pesquisassem com seus pais ou avós qual a sua origem étnica. Todos eram descendentes de alemães, além desta descendência a professora titular da turma e uma menina eram também descendentes de grupos indígenas, uma outra menina possuía descendência italiana e um menino era afro descendente.
Construímos uma tabela com os dados obtidos e após, um gráfico.
Estas atividades promoveram diálogos riquíssimos em sala de aula, onde os alunos conheceram a sua ancestralidade, perceberam que os grupos indígenas não se encontram somente lá nas aldeias, distantes, mas, que, fazem parte da constituição de colegas, que os indígenas assim como os italianos, os alemães, os afros descendentes e outros povos foram se miscigenando formando as pessoas que hoje se encontram em nossa sociedade, cada um com suas características individuais.

Um comentário:

Roberta disse...

Márcia!!

Acho muito interessante esse modo que escreves trazendo os conceitos que irá utilizar no teu TCC em destaque. Mostra assim que consegue fazer relações entre as interdisciplinas e o teu TCC, mesmo que essas relações não apareçam depois na tua escrita.

Abraços
Roberta