sábado, 30 de maio de 2009

Projetos de Aprendizagens


A construção do projeto de aprendizagem, no semestre anterior, foi uma experiência muito rica onde houve muitos erros construtivos que me levaram a uma maior compreensão do que é um projeto de aprendizagem.
Este semestre, nos foi proposto, novamente a construção de um projeto. Só que agora me sinto mais madura e mais confiante frente a este desafio. Posso visualizar, mentalmente, o caminho que tenho a percorrer, sei que as dúvidas temporárias e certezas provisórias deverão ser refeitas de acordo com o desenvolver do projeto, pois o que pode ser dúvida para mim, hoje, poderá não ser mais, amanhã, por exemplo.
Quanto ao mapa conceitual este deve expressar/evidenciar todos os conceitos que aparecem nas dúvidas temporárias e certezas provisórias.
Para a construção deste novo projeto de aprendizagens eu estou formando grupo com colegas que já faço trabalho a algum tempo, favorecendo para um maior relacionamento, além disso, nós quatro trabalhamos no mesmo município e o projeto está voltado para este mesmo espaço (potencialidades turísticas de Morrinhos do Sul).

As duas faces da educação

Frente à proposta de argumentação da relação entre educação, civilização e barbárie solicitada pela interdisciplina filosofia da educação pude refletir sobre as duas faces da educação.
Por um lado a educação tem por objetivo desenvolver alunos críticos, que construam conhecimentos, saberes necessários para a vida social, para a civilização. Por outro lado, muitos educandos adquirem comportamentos desumanos, sem ética, sem moral que os levam a praticar desde as menores às maiores barbáries. Uma delas, talvez a maior de todos os tempos foi o nazismo, na Alemanha, onde milhares de pessoas foram mortas de uma forma fria e premeditada.
Várias pessoas que passaram muitos anos de suas vidas estudando, como médicos, cientistas, fizeram parte da cúpula que organizou esta barbárie. É triste pensar que para estas pessoas e tantas outras que cometem assaltos, seqüestros, discriminações, que estão associadas a organizações terroristas a educação nada ou pouco influenciou na formação de suas condutas.
Acredito que uma maneira de amenizar as barbáries atuais e a não reincidência do Auschwitz seja o trabalho já iniciado na educação infantil e após, com os outros seres, para a auto-reflexão crítica, a conscientização geral.

“Devemos trabalhar contra esta inconsciência, devem os homens ser dissuadidos de carentes de reflexão sobre si mesmos, atacarem os outros. A educação só terá pleno sentido como educação para a auto-reflexão crítica.” ADORNO, Teodor -Educação após Auschwitz, pag.02.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Método clínico piagetiano

Na aula presencial, de desenvolvimento e aprendizagem sobre o enfoque da psicologia II, no dia 15/05/09, pude compreender, mais claramente, sobre o método clínico piagetiano.
Percebi que identificando o estágio em que o aluno se encontra, seja o pré-operatório (quando o aluno não consegue manter a noção de conservação) ou operatório concreto (quando já consegue acompanhar o processo de transformação dos objetos/líquidos) poderei intervir em seu processo de aprendizagem com situações, indagações, contra-argumentações, possibilitando ao mesmo seu desenvolvimento, tendo em vista, que o campo em que atuamos, as séries iniciais, os alunos, geralmente, se encontram em um ou em outro estágio.
Algo que chamou grande atenção foi a relação entre as noções de conservação de Piaget e desenvolvimento satisfatório no processo de alfabetização.

“as crianças que apresentam desempenho característico no domínio da noção de conservação de quantidades contínuas (líquido), apresentam maiores notas em leitura e escrita que as crianças cujo desempenho é característico de níveis menos evoluídos” (MICOTTI, 1980, p. 110)

Não havia conhecimento desta relação, tanto que, passei a pesquisar na internet sobre este assunto, visando à ampliação de meus conhecimentos.

domingo, 3 de maio de 2009

Inclusão

Após as leituras, participações no fórum e outras atividades solicitadas pela interdisciplina “pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais” pude compreender a necessidade de educação de qualidade para todos. Quando falamos em todos, falamos no pobre, no africano, no índio e também no portador de necessidades educacionais especiais.
É preciso a inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Estes, convivendo com os colegas ditos “normais” serão oportunizados por inúmeras aprendizagens, assim como, aquele colega que convive com este portador aprenderá a respeitar as diferenças.
Serão necessárias muitas mudanças no âmbito escolar, uma delas é a implantação de salas de recursos com profissionais habilitados, materiais variados para atender as diversas necessidades dos educandos, participação efetiva destes profissionais na elaboração do PPP da escola, assim como, uma intensa relação destes com os professores da turma comum. Rampas de acesso para cadeirantes e currículo diferenciado também fazem parte destas mudanças escolares.
Frente a esta inclusão é necessário inventimentos por parte do governo, sem estes recursos fica difícil prestar o devido apoio ao portador de necessidades educacionais especiais.

Argumentação

O semestre passado, eixo V propôs atividades onde os alunos deveriam exercitar a argumentação.
Neste semestre, percebo a continuidade deste trabalho, principalmente por meio das interdisciplinas seminário integrador VI e filosofia da educação. Imagino que por meio da argumentação, da defesa de algo que se acredite, o indivíduo passa a ser uma pessoa mais crítica.
Afirmar é muito fácil, mas, é necessário convencer o leitor daquilo que se afirma, apresentar argumentos, explicações. Nos trabalhos propostos, percebo a importância de relacionar a teoria e a prática evidenciando argumentos.
Nas atividades que realizo, sejam postagens no portfólio, atividades postadas no rooda, participações em fóruns e principalmente na fala, procuro argumentar, pois, afirmações sem argumentação adequada não evidenciam a compreensão, a construção de conhecimentos.