domingo, 26 de setembro de 2010

Abordagem das postagens do mês de setembro

Durante este mês de setembro realizei três postagens em meu portfólio, uma referente a cada eixo (I, II e III).
Na primeira postagem eu trouxe contribuições de Paulo Freire, de seu livro "Pedagogia da autonomia", sobre o saber escutar, necessário em uma aula onde o diálogo esteja muito presente. Na segunda postagem abordei aspectos da teoria de Vygotsky, do sóciointeracionismo, onde a linguagem é considerada por este teórico um instrumento de mediação por excelência. E na terceira postagem trouxe a interdisciplina de artes visuais, pois no meu estágio trabalhei com algumas obras de arte, estas promoveram riquíssimas discussões acerca do assunto que estávamos tratando.
Até, cerca de uns 10 dias atrás, eu estava com a seguinte pergunta norteadora de meu TCC: Qual a importância do diálogo na construção da aprendizagem? Após, ler vários artigos e um livro de Celso Vasconcellos, este último orientado pela minha orientadora, mudei de pergunta central passando esta ser a seguinte: Como a metodologia dialética contribui na construção do conhecimento?
Para desenvolver meu TCC baseada nesta pergunta atual estou apoiando-me nas contribuições dos estudos de Vygotsky, de Celso Vasconcellos, de Wallon, entre outros. Pretendo seguir a linha do sóciointeracionismo, pois a mediação é de grande importância em uma metodologia dialética.

domingo, 19 de setembro de 2010

Eixo III

Relendo as propostas e atividades do eixo III destaco a interdisciplina de artes visuais, bloco I – o ensino de artes visuais, no seguinte endereço: http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/artesvisuais/bloco_I/tematica_1/popup_05.html, pois esta apresenta a metodologia triangular, uma nova forma de ensinar arte na escola, visando ações que valorizem as vivências dos alunos, o relacionamento com questões sociais e principalmente o desenvolvimento de uma consciência crítica.
Esta proposta metodológica enfoca de forma integrada: o fazer artístico, a análise de obras e objetos de arte e também a história da arte. Como nos diz Mirian Celeste Martins (1998), o que se pretende nas aulas de arte, nessa perspectiva, é a interação da criança com o campo da arte, o seu contato direto com ela, tal como é previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Durante o meu estágio trabalhei com releitura de obras de arte, como exemplo, “o jovem mendigo” de Murillo Esteban, onde dei para cada educando a imagem desta obra e dialogamos muito sobre o que observavam. Discutimos inúmeras questões como:
a) O que leva alguém a se tornar um mendigo?
b) Quais as oportunidades de um mendigo refazer a sua vida?
c) Você daria um emprego a um ser humano que se encontra nestas condições?
d) Quais as responsabilidades do poder público perante estas questões?
Coloquei para os alunos que estas pessoas mendigas possuem familiares, sentimentos, que estão desamparadas financeiramente, socialmente assim como psicologicamente e precisam de ajuda.
Após estas discussões acerca da obra os alunos colaram as imagens que receberam em seus cadernos e descreveram, minuciosamente, o que observavam. Posteriormente, eles criaram as suas obras de arte com uso de tinta guache desenvolvendo a imaginação e a criatividade.
O estudo desta obra possibilitou o diálogo e a reflexão sobre questões sociais. A escola não pode ser uma mera reprodução das desigualdades existentes, ela possui este compromisso de abrir horizontes e promover a justiça social.

domingo, 12 de setembro de 2010

Teoria psicológica: Sócio-interacionismo

Revendo as propostas de trabalho do eixo II, pude encontrar na interdisciplina de "desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da psicologia" o estudo sobre as teorias psicológicas que explicam as noções de desenvolvimento e aprendizagem, dentre as quais o sócio-interacionismo.
Como o meu TCC está sendo realizado com base na seguinte pergunta: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Penso em abordar neste trabalho como se constrói o conhecimento segundo a teoria do sócio-interacionismo. Pois, Vygotsky acreditava na grande importância da linguagem como meio de interação entre os sujeitos envolvidos.
" O determinante da evolução psíquica é o trabalho do homem com ajuda de instrumentos. São instrumentos todos os objetos por ele criados, sem esquecer a linguagem, que é o instrumento de mediação por excelência". (Extraído do seguinte site: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/material_mec/eixo2/psicologiai/pead-psico/socio-interacionismo/c10.htm - da interdisciplina citada a cima).
Para este teórico, o estudante é percebido como aquele que aprende os valores, a linguagem e o conhecimento que o seu grupo social produz a partir da interação com o outro, tanto alunos, como professor.

domingo, 5 de setembro de 2010

Revisitando as interdisciplinas

Revisitando os trabalhos desenvolvidos ao longo do curso de pedagogia posso destacar no eixo I, a interdisciplina de escola, cultura e sociedade - Abordagem sóciocultural e antropológica que propõe a leitura e atividades sobre o livro "pedagogia da autonomia" de Paulo Freire.
A questão de pesquisa que está norteando a construção de meu TCC é a seguinte: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Este autor fala sobre a necessidade do professor em escutar seus alunos, seus interesses e dialogar exercendo o respeito entre os pólos na busca da aprendizagem.
"Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições precise de falar a ele." (FREIRE, 2001, p. 127).
O aluno chega a escola com uma grande bagagem de conhecimentos. Estes não podem ser desprezados pelo professor e sim servirem como um suporte para a construção de novos saberes. Por meio de propostas de atividades e do diálogo horizontal o professor deve conduzir seu trabalho visando entre outras questões, um educando crítico, que exerça ações positivas no espaço em que se encontra.