domingo, 29 de novembro de 2009

Didática, planejamento e avaliação

As aprendizagens oportunizadas pela interdisciplina de didática, planejamento e avaliação se entrelaçaram às outras aprendizagens construídas até o momento.
Esta interdisciplina me fez compreender que é preciso princípios funcionando no planejamento que tragam embasamento à organização que o professor faz das atividades. Intencionalidade é uma das palavras-chave e isso requer pensar em estratégias.
Devemos nos questionarmos constantemente quanto ao planejamento, observarmos se a aprendizagem está sendo significativa para todos, escutarmos nossos alunos, suas necessidades.
Planejar é buscar caminhos enriquecedores, diferentes, inovadores, atrativos,... trabalhando mais com o improviso, partindo sempre do que as crianças já sabem, do que elas realmente tem interesse em aprender, como diz no texto Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues, "uma ação planejada é uma ação não improvisada; uma ação improvisada é uma ação não planejada" (p.15)

sábado, 21 de novembro de 2009

Linguagem e educação

A interdisciplina de linguagem e educação me proporcionou a ampliação dos conhecimentos referentes a língua materna.
Compreendi que é preciso fazer com que os alunos codifiquem e decodifiquem os códigos de leitura e escrita e compreendam também os seus usos sociais, ou seja, façam uma leitura de mundo. Alfabetização e letramento devem andar juntos.
É preciso acolher múltiplas alternativas e estratégias para desenvolver a língua materna, inclusive os métodos considerados tradicionais. Deve-se também dedicar uma grande atenção para um planejamento com intencionalidade, saber quais os objetivos de tal atividade assim como ouvir as necessidades dos alunos e observar as suas evoluções.
Considero que trabalhar com o desenvolvimento da consciência fonológica seja um aspecto importante para o desenvolvimento da língua materna, pois a criança formula hipóteses e constrói conhecimentos ao se familiarizar com as formas de escrita do dia-a-dia e ao refletir, com o professor, sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita.
Identificar quais são as letras das palavras, a inicial, a final, quantas são, quantas vezes abrimos a boca para falar tal palavra, isto faz com que o aluno analise a palavra e/ou frase.
Para Artur gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco, o trabalho com a consciência fonológica é imprescindível, mas deve ocorrer de modo simultâneo com a exploração da leitura e produção de textos orais e escritos, e com práticas regulares de exploração do sistema de notação alfabética
[1].

[1] É o nosso sistema de escrita. Seu princípio básico é o de que cada fonema é representado por uma “letra” (ou por mais de uma letra, como os dígrafos nh, rr, ss). Nem todos os sistemas de escrita grafam os fonemas, e entre os que o fazem, nem todos são “alfabéticos”. Há símbolos da escrita chinesa que não representam fonemas, mas idéias, conceitos. São ideográficos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Conquistas das pessoas surdas

A interdisciplina de libras, estudada, ao longo deste semestre, me proporcionou conhecimentos e reflexões em torno da questão dos surdos.
A escola deve ser um espaço que acolha a todos, sem discriminações como coloca a Declaração de Salamanca, um dos mais importantes documentos de compromisso de garantia de direitos educacionais. Este documento ordena que as escolas inclusivas devam acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas. A política evidenciada na Declaração de Salamanca foi adotada na maioria dos países e na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9394/96).
Esta Declaração assim como tantos outros direitos conquistados são resultados de muitas lutas sociais pela garantia dos direitos humanos. Um aspecto relevante na cultura surda são estes movimentos que resultaram em grandes conquistas como o direito a língua de sinais (LIBRAS), no Brasil, tendo em vista que esta não é igual no mundo inteiro, ela se diferencia de país para país.
Outro aspecto relevante é a construção de comunidades surdas, onde os integrantes interagem entre si assim como são incentivados a lutarem por seus direitos.
Quanto ao ensino de alunos surdos, é muito importante a participação ativa de indivíduos surdos nas diretrizes que conduzem o trabalho pedagógico, desta forma, os interesses destas pessoas estarão sendo muito bem representados, visto que, estes, possuem a identidade surda e compreendem as reais necessidades destes grupos.
Atualmente, a modalidade bilíngüe é a proposta mais adequada para o ensino de crianças surdas, onde a língua de sinais (LIBRAS) é vista como uma primeira língua e a portuguesa como uma segunda.
“Para a inclusão dos surdos nas escolas de ouvintes, é necessário que as mesmas se preparem para oferecer a esses alunos os conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, tais como figuras, língua portuguesa escrita e leitura, a fim de desenvolver nos alunos a memória visual e o hábito de leitura; que recebam apoio de professor especialista conhecedor de língua de sinais e que tenham intérpretes de língua de sinais nas aulas, após os alunos surdos terem adquirido a Língua de Sinais, para um maior acompanhamento das atividades e acesso ao conhecimento. Outra possibilidade é contar com a ajuda de professores surdos, que auxiliem o professor regente e trabalhem com a língua de sinais nas escolas. (PERLIN, Gládis; STROBEL, Karin. Fundamentos da Educação de Surdos, 2008).”


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Seminário Integrador VII

A interdisciplina Seminário Integrador VII me fez refletir, mais profundamente, sobre a construção dos Projetos de Aprendizagens assim como me orientou para o registro contínuo e reflexivo sobre as interdisciplinas deste eixo neste Portfólio de Aprendizagens.
Quanto aos PAs pude compreender que deve haver uma pergunta central que nortei toda a pesquisa, sendo esta partida do interesse dos envolvidos. Não pode ser demasiado ampla nem muito restrita, pois, se for muito abrangente se tornará muito difícil de encontrar uma resposta e se for muito minimizada poderá não abrir espaço para que esta se torne uma pesquisa duradoura e instigante.
Os conhecimentos prévios são as certezas próvisórias, aqueles conhecimentos que possuímos no início da pesquisa e podem , ao longo da mesma, se tornarem dúvidas temporárias ou se reafirmarem.
O professor deve exercer um papel de mediador, que oriente o grupo para que a pesquisa vá se concretizando.
Pesquisar a partir de algo de interesse do grupo se torna muito significante, pois parte do desejo, da curiosidade dos alunos.
A pergunta central, não necessariamente, deve estar relacionada com a realidade do aluno, ele pode querer saber sobre algo distante, que não faça parte de seu cotidiano; este tipo de projeto valoriza a vontade do aluno ou do grupo.
Quanto aos registros no Portfólios de Aprendizagens estes são muito importantes, pois é preciso que o aluno faça uma espécie de síntese dos conteúdos estudados obtendo a compreensão do que as interdisciplinas quiseram nos fazer compreender.

sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexões

Já faz algum tempo, cerca de um mês e meio, que pude perceber grandes relações entre as interdisciplinas do eixo VII.
Estas me proporcionaram a construção de conhecimentos que eu ainda não possuía, destaco os referentes à alfabetização, seja ela de crianças ou de jovens e adultos e também quanto a um bom planejamento didático.
Antes de iniciar este semestre, eu não compreendia, claramente, como alfabetizar jovens e adultos, hoje sei que esta se diferencia da alfabetização de crianças, pois, os jovens e adultos possuem interesses distintos dos alunos com pouca idade, geralmente possuem muitas responsabilidades dificultando maior dedicação aos estudos, envolve também questões sócio-econômicas como ter de estudar após um dia cansativo de trabalho ou sem trabalho e também estes educandos já adquiriram muitos conhecimentos ao longo de suas vidas que devem ser valorizados na prática pedagógica desta modalidade.
O professor deve incentivar a leitura e a escrita partindo do que cada aluno já sabe e oferecer oportunidades de reflexão e prática até chegar à leitura e escrita competentes.
Coloco exemplos de atividades que podem ser feitas com os alunos para que estes não aprendam somente a ler e escrever, mas também adquiram a autonomia frente às questões sociais, onde a curiosidade de aprender os instigam a buscar novos conhecimentos como seres ativos. “O processo específico de ler e escrever se desenvolve a partir de uma situação coletiva, que pode ser uma conversa, a leitura da manchete de um jornal, uma atividade lúdica, onde todos opinam, contribuem e pedem contribuição. HARA, Regina.”
O processo de alfabetização inicia-se no coletivo e depois parte-se para o individual, onde são respeitadas as individualidades de cada aluno.
Palavras cruzadas, jogo com palavras, imagens e recortes de revistas e jornais, exercícios digitados e outras atividades auxiliares também são muito importantes neste processo de construção.