sábado, 21 de novembro de 2009

Linguagem e educação

A interdisciplina de linguagem e educação me proporcionou a ampliação dos conhecimentos referentes a língua materna.
Compreendi que é preciso fazer com que os alunos codifiquem e decodifiquem os códigos de leitura e escrita e compreendam também os seus usos sociais, ou seja, façam uma leitura de mundo. Alfabetização e letramento devem andar juntos.
É preciso acolher múltiplas alternativas e estratégias para desenvolver a língua materna, inclusive os métodos considerados tradicionais. Deve-se também dedicar uma grande atenção para um planejamento com intencionalidade, saber quais os objetivos de tal atividade assim como ouvir as necessidades dos alunos e observar as suas evoluções.
Considero que trabalhar com o desenvolvimento da consciência fonológica seja um aspecto importante para o desenvolvimento da língua materna, pois a criança formula hipóteses e constrói conhecimentos ao se familiarizar com as formas de escrita do dia-a-dia e ao refletir, com o professor, sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita.
Identificar quais são as letras das palavras, a inicial, a final, quantas são, quantas vezes abrimos a boca para falar tal palavra, isto faz com que o aluno analise a palavra e/ou frase.
Para Artur gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco, o trabalho com a consciência fonológica é imprescindível, mas deve ocorrer de modo simultâneo com a exploração da leitura e produção de textos orais e escritos, e com práticas regulares de exploração do sistema de notação alfabética
[1].

[1] É o nosso sistema de escrita. Seu princípio básico é o de que cada fonema é representado por uma “letra” (ou por mais de uma letra, como os dígrafos nh, rr, ss). Nem todos os sistemas de escrita grafam os fonemas, e entre os que o fazem, nem todos são “alfabéticos”. Há símbolos da escrita chinesa que não representam fonemas, mas idéias, conceitos. São ideográficos.

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