quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fim de semestre

Mais um semestre está terminando, estou visualizando o término desta faculdade.
Quantos conhecimentos construídos, quantas mudanças de concepções, quantos medos superados, o tempo passa... Ainda bem que passa!
Todos nós somos vencedores e a maior escola é a da vida...

domingo, 29 de novembro de 2009

Didática, planejamento e avaliação

As aprendizagens oportunizadas pela interdisciplina de didática, planejamento e avaliação se entrelaçaram às outras aprendizagens construídas até o momento.
Esta interdisciplina me fez compreender que é preciso princípios funcionando no planejamento que tragam embasamento à organização que o professor faz das atividades. Intencionalidade é uma das palavras-chave e isso requer pensar em estratégias.
Devemos nos questionarmos constantemente quanto ao planejamento, observarmos se a aprendizagem está sendo significativa para todos, escutarmos nossos alunos, suas necessidades.
Planejar é buscar caminhos enriquecedores, diferentes, inovadores, atrativos,... trabalhando mais com o improviso, partindo sempre do que as crianças já sabem, do que elas realmente tem interesse em aprender, como diz no texto Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues, "uma ação planejada é uma ação não improvisada; uma ação improvisada é uma ação não planejada" (p.15)

sábado, 21 de novembro de 2009

Linguagem e educação

A interdisciplina de linguagem e educação me proporcionou a ampliação dos conhecimentos referentes a língua materna.
Compreendi que é preciso fazer com que os alunos codifiquem e decodifiquem os códigos de leitura e escrita e compreendam também os seus usos sociais, ou seja, façam uma leitura de mundo. Alfabetização e letramento devem andar juntos.
É preciso acolher múltiplas alternativas e estratégias para desenvolver a língua materna, inclusive os métodos considerados tradicionais. Deve-se também dedicar uma grande atenção para um planejamento com intencionalidade, saber quais os objetivos de tal atividade assim como ouvir as necessidades dos alunos e observar as suas evoluções.
Considero que trabalhar com o desenvolvimento da consciência fonológica seja um aspecto importante para o desenvolvimento da língua materna, pois a criança formula hipóteses e constrói conhecimentos ao se familiarizar com as formas de escrita do dia-a-dia e ao refletir, com o professor, sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita.
Identificar quais são as letras das palavras, a inicial, a final, quantas são, quantas vezes abrimos a boca para falar tal palavra, isto faz com que o aluno analise a palavra e/ou frase.
Para Artur gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco, o trabalho com a consciência fonológica é imprescindível, mas deve ocorrer de modo simultâneo com a exploração da leitura e produção de textos orais e escritos, e com práticas regulares de exploração do sistema de notação alfabética
[1].

[1] É o nosso sistema de escrita. Seu princípio básico é o de que cada fonema é representado por uma “letra” (ou por mais de uma letra, como os dígrafos nh, rr, ss). Nem todos os sistemas de escrita grafam os fonemas, e entre os que o fazem, nem todos são “alfabéticos”. Há símbolos da escrita chinesa que não representam fonemas, mas idéias, conceitos. São ideográficos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Conquistas das pessoas surdas

A interdisciplina de libras, estudada, ao longo deste semestre, me proporcionou conhecimentos e reflexões em torno da questão dos surdos.
A escola deve ser um espaço que acolha a todos, sem discriminações como coloca a Declaração de Salamanca, um dos mais importantes documentos de compromisso de garantia de direitos educacionais. Este documento ordena que as escolas inclusivas devam acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas. A política evidenciada na Declaração de Salamanca foi adotada na maioria dos países e na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (lei nº 9394/96).
Esta Declaração assim como tantos outros direitos conquistados são resultados de muitas lutas sociais pela garantia dos direitos humanos. Um aspecto relevante na cultura surda são estes movimentos que resultaram em grandes conquistas como o direito a língua de sinais (LIBRAS), no Brasil, tendo em vista que esta não é igual no mundo inteiro, ela se diferencia de país para país.
Outro aspecto relevante é a construção de comunidades surdas, onde os integrantes interagem entre si assim como são incentivados a lutarem por seus direitos.
Quanto ao ensino de alunos surdos, é muito importante a participação ativa de indivíduos surdos nas diretrizes que conduzem o trabalho pedagógico, desta forma, os interesses destas pessoas estarão sendo muito bem representados, visto que, estes, possuem a identidade surda e compreendem as reais necessidades destes grupos.
Atualmente, a modalidade bilíngüe é a proposta mais adequada para o ensino de crianças surdas, onde a língua de sinais (LIBRAS) é vista como uma primeira língua e a portuguesa como uma segunda.
“Para a inclusão dos surdos nas escolas de ouvintes, é necessário que as mesmas se preparem para oferecer a esses alunos os conteúdos pela língua de sinais, através de recursos visuais, tais como figuras, língua portuguesa escrita e leitura, a fim de desenvolver nos alunos a memória visual e o hábito de leitura; que recebam apoio de professor especialista conhecedor de língua de sinais e que tenham intérpretes de língua de sinais nas aulas, após os alunos surdos terem adquirido a Língua de Sinais, para um maior acompanhamento das atividades e acesso ao conhecimento. Outra possibilidade é contar com a ajuda de professores surdos, que auxiliem o professor regente e trabalhem com a língua de sinais nas escolas. (PERLIN, Gládis; STROBEL, Karin. Fundamentos da Educação de Surdos, 2008).”


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Seminário Integrador VII

A interdisciplina Seminário Integrador VII me fez refletir, mais profundamente, sobre a construção dos Projetos de Aprendizagens assim como me orientou para o registro contínuo e reflexivo sobre as interdisciplinas deste eixo neste Portfólio de Aprendizagens.
Quanto aos PAs pude compreender que deve haver uma pergunta central que nortei toda a pesquisa, sendo esta partida do interesse dos envolvidos. Não pode ser demasiado ampla nem muito restrita, pois, se for muito abrangente se tornará muito difícil de encontrar uma resposta e se for muito minimizada poderá não abrir espaço para que esta se torne uma pesquisa duradoura e instigante.
Os conhecimentos prévios são as certezas próvisórias, aqueles conhecimentos que possuímos no início da pesquisa e podem , ao longo da mesma, se tornarem dúvidas temporárias ou se reafirmarem.
O professor deve exercer um papel de mediador, que oriente o grupo para que a pesquisa vá se concretizando.
Pesquisar a partir de algo de interesse do grupo se torna muito significante, pois parte do desejo, da curiosidade dos alunos.
A pergunta central, não necessariamente, deve estar relacionada com a realidade do aluno, ele pode querer saber sobre algo distante, que não faça parte de seu cotidiano; este tipo de projeto valoriza a vontade do aluno ou do grupo.
Quanto aos registros no Portfólios de Aprendizagens estes são muito importantes, pois é preciso que o aluno faça uma espécie de síntese dos conteúdos estudados obtendo a compreensão do que as interdisciplinas quiseram nos fazer compreender.

sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexões

Já faz algum tempo, cerca de um mês e meio, que pude perceber grandes relações entre as interdisciplinas do eixo VII.
Estas me proporcionaram a construção de conhecimentos que eu ainda não possuía, destaco os referentes à alfabetização, seja ela de crianças ou de jovens e adultos e também quanto a um bom planejamento didático.
Antes de iniciar este semestre, eu não compreendia, claramente, como alfabetizar jovens e adultos, hoje sei que esta se diferencia da alfabetização de crianças, pois, os jovens e adultos possuem interesses distintos dos alunos com pouca idade, geralmente possuem muitas responsabilidades dificultando maior dedicação aos estudos, envolve também questões sócio-econômicas como ter de estudar após um dia cansativo de trabalho ou sem trabalho e também estes educandos já adquiriram muitos conhecimentos ao longo de suas vidas que devem ser valorizados na prática pedagógica desta modalidade.
O professor deve incentivar a leitura e a escrita partindo do que cada aluno já sabe e oferecer oportunidades de reflexão e prática até chegar à leitura e escrita competentes.
Coloco exemplos de atividades que podem ser feitas com os alunos para que estes não aprendam somente a ler e escrever, mas também adquiram a autonomia frente às questões sociais, onde a curiosidade de aprender os instigam a buscar novos conhecimentos como seres ativos. “O processo específico de ler e escrever se desenvolve a partir de uma situação coletiva, que pode ser uma conversa, a leitura da manchete de um jornal, uma atividade lúdica, onde todos opinam, contribuem e pedem contribuição. HARA, Regina.”
O processo de alfabetização inicia-se no coletivo e depois parte-se para o individual, onde são respeitadas as individualidades de cada aluno.
Palavras cruzadas, jogo com palavras, imagens e recortes de revistas e jornais, exercícios digitados e outras atividades auxiliares também são muito importantes neste processo de construção.

sábado, 31 de outubro de 2009

Descobertas

Quando iniciei o curso de pedagogia da UFRGS eu possuía várias dúvidas quanto ao trabalho pedagógico.
Com o desenvolver do curso mudei minha concepção referentes a inúmeras questões. Mas até este semestre eu ainda tinha algo que eu não sabia, mas, ao mesmo tempo, não sabia o que era que faltava. As interdisciplinas de didática, planejamento e educação e linguagem e educação assim como um Curso de formação para educadores, promovido pela Secretaria da Educação do município de Três Cachoeiras, no período de 21 a 24 de julho se entrelaçaram muito bem me oportunizando compreender o que eu ainda não sabia que faltava.
Quando realizei o magistério, entre os anos 1996 a 2000 os professores falavam muito sobre “deixar o livro didático de lado”. Aí então eu me perguntava como preparar aulas, trabalhar com os alunos sem fazer muito uso de livros didático?
Hoje, percebo que os professores não estavam bem orientados quanto a esta forma de trabalhar e não nos fizeram compreender como realmente agir. Sei que não podemos nos deter somente em livros didáticos, segui-los linearmente e que devemos trabalhar com os alunos o questionamento sobre o que estes livros trazem.
Um palestrante deste curso em Três Cachoeiras coloca que o livro didático deve sim ser usado em sala de aula, pois ele traz outras realidades para os educandos. "Devemos partir da realidade do educando, mas, não ficarmos somente nela. RIBEIRO, Loiva Beatriz Menger."
O texto de Jurjo Torres Santomé que fala sobre as origens da modalidade do currículo integrado da interdisciplina de didática, planejamento e avaliação coloca que devemos nos questionarmos quanto ao que nos é proposto a trabalhar com os alunos, pois, geralmente, há um interesse econômico por trás do desenvolvimento de certas habilidades e dos conteúdos trabalhados em sala de aula e que estes são próprios de uma determinada época.
Então, percebo a necessidade de nos questionarmos quanto ao que é nos passado como verdades inquestionáveis assim como desenvolver esta visão crítica nos alunos.
Para concluir, acredito que o livro didático deva ser usado, mas, não ficarmos restritas somente a ele e possuirmos um olhar crítico quanto ao que as classes dominantes dizem que devemos ensinar e, despertar nos alunos esta mesma criticidade.

sábado, 3 de outubro de 2009

EJA e linguagem e educação

Após a realização de leituras e atividades solicitadas pela interdisciplina educação de jovens e adultos no Brasil pude compreender que a EJA comprende não somente a alfabetização, mas todo o ensino fundamental e médio.
É uma oportunidade de jovens que, geralmente, possuem um histórico de repetência escolar e posterior evasão, assim como de adultos que não tiveram acesso a escolaridade em "idade propria" de ampliarem seus conhecimentos e/ou adquirirem um trabalho mais qualificado, oportunizando melhorias pessoais e sociais.
A EJA deve ser vista como uma educação que integra os conhecimentos adquidos ao longo da vida dos jovens e adultos aos conhecimentos escolares. Muitos conteúdos que são trabalhados em sala de aula com crianças, os adultos e jovens, já compreendem, dominam e fazem uso em seu cotidiano. E é a partir destes conhecimentos culturais, histórico-sociais, dos usos de leitura, escrita e oralidade social que a EJA deve introduzir os conteúdos escolares.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Aula presencial do dia 01/10/2009

No dia 01/10/2009 tivemos aula presencial da interdisciplina seminário integrador VII e gostaria de registrar questões abordadas neste encontro.
A professora Eliana falou sobre os PAs e sobre o estágio supervisionado, entre outros, quanto ao estágio, ela colocou que este deveria conter características de um PA como a pesquisa, atividades que partissem do interesse do aluno, de sua curiosidade, a avaliação como processo e principalmente estar muito atenta a aprendizagem do aluno, não somente ao ensino, "escutar" o que ele já sabe, o que deseja saber, se ele está realmente aprendendo, focar olhares e ações para o aprendizado.
A UFRGS é um exemplo a ser seguido, pois, os professores demonstram grande preocupação com a aprendizagem, tendo em vista, os imprevistos, a realidade de cada aluno, e é desta forma que devemos trabalhar, atentas para as necessidades de cada indivíduo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PARECER CNE/ CEB 11/2000


Estou lendo o PARECER CNE/CEB 11/2000 que fala sobre a educação de jovens e adultos (EJA) e gostaria de relatar que sinto, de perto, a realidade de alguém que sabe ler e escrever com muita dificuldade, mas, que na vida é doutor.
Hoje, aos 64 anos, agricultor aposentado, filho de agricultores, teve de parar de estudar no início do segundo ano do ensino fundamental porque seu irmão mais velho casaria e caberia a ele assumir maiores responsabilidades na agricultura.
Este homem é meu pai, um indivíduo muito trabalhador que lutou sua vida inteira para o sustento de sua família e que possuía um grande sonho: Oportunizar aos seus filhos a educação escolar, tendo em vista, que ele não teve esta chance. Hoje, acredito que meu pai se orgulha de mim, por trabalhar em serviço público estadual e estar cursando na UFRGS, pedagogia.
Meu pai sempre me incentivou a estudar, pois dizia que queria que eu tivesse uma vida melhor comparada a dele. Meu pai plantou em mim uma semente que germinou e produzirá ainda muitos frutos.
Tantos outros homens e mulheres vivem situações parecidas com a de meu pai, é indignante o descaso com estas pessoas. Elas se sentem envergonhadas por não se apropriarem de tais conhecimentos, mas na verdade, isto é resultado de questões sociais, econômicas, culturais e políticas, pois o poder público, ao longo dos anos, pouco se mobilizou para a amenização desta situação.

sábado, 8 de agosto de 2009

Eixo VII

Estamos iniciando mais um semestre do curso de pedagogia da UFRGS, o VII.
Espero registrar, ao longo deste período as minhas reflexões e aprendizagens oportunizadas pelas interdisciplinas.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Diversidade de povos indígenas


Após a leitura do texto extraído do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas do Brasil de hoje” – Brasília, 2006, do autor Gersen dos Santos Luciano – Baniwa, “Os índios do Brasil quem são e quantos são” pude obter uma visão diferente sobre os povos indígenas do Brasil.
Os livros didáticos assim como os meios de comunicação transmitem uma visão de que os índios que habitam nosso país possuem costumes iguais, que são selvagens, com as mesmas línguas, inocentes, que andam nus, andam ao redor de fogueiras, caçam e pescam.
Na verdade, o Brasil possui uma grande diversidade de povos indígenas, cada um com seu modo ver e de viver a vida, onde a grande maioria não anda mais nu, muitas aldeias possuem escolas onde suas crenças são valorizadas, muitos vivem em pequenos alojamentos devido à invasão do homem europeu às suas terras, outros precisam confeccionar e vender objetos artesanais para o sustento familiar.
Os povos indígenas do Brasil são grupos étnicos diversos e diversificados, da mesma forma que os povos europeus (alemão, italiano, francês, holandês...) são diferentes entre si.
Somente após a leitura deste texto pude compreender por que os primeiros habitantes destas terras são chamados de índios ou indígenas, pois, esta denominação se deve a um mero erro náutico. O navegador italiano Cristóvão Colombo, em 1492, partiu da Espanha rumo às índias, na época uma região da Ásia. A frota ficou à deriva por muitos dias devido a fortes tempestades. Quando visualizaram as primeiras terras imaginaram que fossem as índias, mas, na verdade era o continente americano, por isso, os seres que habitavam estas terras passaram a ser chamados de índios ou indígenas.
É preciso trabalhar com os alunos questões acerca dos índios não somente no dia 19 de abril, mas sim, a qualquer época do ano, quantas vezes forem necessárias e destacar a diversidade cultural e étnica dos povos indígenas.

sábado, 30 de maio de 2009

Projetos de Aprendizagens


A construção do projeto de aprendizagem, no semestre anterior, foi uma experiência muito rica onde houve muitos erros construtivos que me levaram a uma maior compreensão do que é um projeto de aprendizagem.
Este semestre, nos foi proposto, novamente a construção de um projeto. Só que agora me sinto mais madura e mais confiante frente a este desafio. Posso visualizar, mentalmente, o caminho que tenho a percorrer, sei que as dúvidas temporárias e certezas provisórias deverão ser refeitas de acordo com o desenvolver do projeto, pois o que pode ser dúvida para mim, hoje, poderá não ser mais, amanhã, por exemplo.
Quanto ao mapa conceitual este deve expressar/evidenciar todos os conceitos que aparecem nas dúvidas temporárias e certezas provisórias.
Para a construção deste novo projeto de aprendizagens eu estou formando grupo com colegas que já faço trabalho a algum tempo, favorecendo para um maior relacionamento, além disso, nós quatro trabalhamos no mesmo município e o projeto está voltado para este mesmo espaço (potencialidades turísticas de Morrinhos do Sul).

As duas faces da educação

Frente à proposta de argumentação da relação entre educação, civilização e barbárie solicitada pela interdisciplina filosofia da educação pude refletir sobre as duas faces da educação.
Por um lado a educação tem por objetivo desenvolver alunos críticos, que construam conhecimentos, saberes necessários para a vida social, para a civilização. Por outro lado, muitos educandos adquirem comportamentos desumanos, sem ética, sem moral que os levam a praticar desde as menores às maiores barbáries. Uma delas, talvez a maior de todos os tempos foi o nazismo, na Alemanha, onde milhares de pessoas foram mortas de uma forma fria e premeditada.
Várias pessoas que passaram muitos anos de suas vidas estudando, como médicos, cientistas, fizeram parte da cúpula que organizou esta barbárie. É triste pensar que para estas pessoas e tantas outras que cometem assaltos, seqüestros, discriminações, que estão associadas a organizações terroristas a educação nada ou pouco influenciou na formação de suas condutas.
Acredito que uma maneira de amenizar as barbáries atuais e a não reincidência do Auschwitz seja o trabalho já iniciado na educação infantil e após, com os outros seres, para a auto-reflexão crítica, a conscientização geral.

“Devemos trabalhar contra esta inconsciência, devem os homens ser dissuadidos de carentes de reflexão sobre si mesmos, atacarem os outros. A educação só terá pleno sentido como educação para a auto-reflexão crítica.” ADORNO, Teodor -Educação após Auschwitz, pag.02.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Método clínico piagetiano

Na aula presencial, de desenvolvimento e aprendizagem sobre o enfoque da psicologia II, no dia 15/05/09, pude compreender, mais claramente, sobre o método clínico piagetiano.
Percebi que identificando o estágio em que o aluno se encontra, seja o pré-operatório (quando o aluno não consegue manter a noção de conservação) ou operatório concreto (quando já consegue acompanhar o processo de transformação dos objetos/líquidos) poderei intervir em seu processo de aprendizagem com situações, indagações, contra-argumentações, possibilitando ao mesmo seu desenvolvimento, tendo em vista, que o campo em que atuamos, as séries iniciais, os alunos, geralmente, se encontram em um ou em outro estágio.
Algo que chamou grande atenção foi a relação entre as noções de conservação de Piaget e desenvolvimento satisfatório no processo de alfabetização.

“as crianças que apresentam desempenho característico no domínio da noção de conservação de quantidades contínuas (líquido), apresentam maiores notas em leitura e escrita que as crianças cujo desempenho é característico de níveis menos evoluídos” (MICOTTI, 1980, p. 110)

Não havia conhecimento desta relação, tanto que, passei a pesquisar na internet sobre este assunto, visando à ampliação de meus conhecimentos.

domingo, 3 de maio de 2009

Inclusão

Após as leituras, participações no fórum e outras atividades solicitadas pela interdisciplina “pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais” pude compreender a necessidade de educação de qualidade para todos. Quando falamos em todos, falamos no pobre, no africano, no índio e também no portador de necessidades educacionais especiais.
É preciso a inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Estes, convivendo com os colegas ditos “normais” serão oportunizados por inúmeras aprendizagens, assim como, aquele colega que convive com este portador aprenderá a respeitar as diferenças.
Serão necessárias muitas mudanças no âmbito escolar, uma delas é a implantação de salas de recursos com profissionais habilitados, materiais variados para atender as diversas necessidades dos educandos, participação efetiva destes profissionais na elaboração do PPP da escola, assim como, uma intensa relação destes com os professores da turma comum. Rampas de acesso para cadeirantes e currículo diferenciado também fazem parte destas mudanças escolares.
Frente a esta inclusão é necessário inventimentos por parte do governo, sem estes recursos fica difícil prestar o devido apoio ao portador de necessidades educacionais especiais.

Argumentação

O semestre passado, eixo V propôs atividades onde os alunos deveriam exercitar a argumentação.
Neste semestre, percebo a continuidade deste trabalho, principalmente por meio das interdisciplinas seminário integrador VI e filosofia da educação. Imagino que por meio da argumentação, da defesa de algo que se acredite, o indivíduo passa a ser uma pessoa mais crítica.
Afirmar é muito fácil, mas, é necessário convencer o leitor daquilo que se afirma, apresentar argumentos, explicações. Nos trabalhos propostos, percebo a importância de relacionar a teoria e a prática evidenciando argumentos.
Nas atividades que realizo, sejam postagens no portfólio, atividades postadas no rooda, participações em fóruns e principalmente na fala, procuro argumentar, pois, afirmações sem argumentação adequada não evidenciam a compreensão, a construção de conhecimentos.

sábado, 11 de abril de 2009

Reflexões

Por meio dos estudos, oportunizados pelo magistério, pela faculdade de pedagogia da UFRGS, eu já havia compreendido que a aprendizagem se dá por meio da construção, onde o aluno constrói o seu próprio conhecimento, onde uma aprendizagem serve de base para a construção de outra e assim sucessivamente, mas o que é descoberta para mim é saber o tipo de atividade que deve ser proposto para os alunos, para que isto aconteça, (foi quando eu descobri por meio da interdisciplina desenvolvimento e aprendizagem sobre o enfoque da psicologia II, com a solicitação de criar uma atividade para os alunos onde estes realizassem uma ação física ou mental) que precisa ser atividades onde os alunos hajam, como a construção de um álbum de família, onde os alunos precisam pesquisar questões sobre sua ancestralidade, podendo ser trabalhado questões sobre a etnia; a construção de um terrário onde pode-se observar, relatar, trabalhar diversos processos da natureza, como o ciclo da água, as relações entre os seres vivos , a fotossíntese...

domingo, 22 de março de 2009

Meu filho lendo

Gostaria de relatar algo que vem acontecendo dentro de minha casa e acredito que há grande relação com os estudos proporcionados pelas interdisciplinas ao longo do curso.
Meu filho, no momento possui quatro anos e oito meses, mas, desde os quatro anos e sete meses ele vem lendo.
Tudo começou no teclado do computador onde eu abria uma página do word e ele enchia linhas de letras, como por exemplo: Cinco linhas do "L", quatro linhas do "M". Eu, com muita paciência, o auxiliava dando enter a cada letra diferente, mudando as cores.
Contos de livros de literatura infantil inúmeras vezes fizeram parte dos momentos de troca de carinho entre eu e ele.
Sempre procurei relacionar a letra com algo de sua realidade, como por exemplo: "A" de Alexandre, que é o seu nome.
A partir de um momento tudo que estava ao seu redor que possuía letras ele me perguntava se era realmente aquela letra que ele acreditava ser.
Jogos de alfabetização também passaram a fazer parte dos momentos gostosos entre eu e ele.
Sempre procurei dar espaço para que ele expressasse seus sentimentos por meio de desenhos, usando tinta, canetas, lápis de cor, e hoje, ele desenha desenhos muito legíveis.
Um dia escrevi algumas palavras e pedi para que ele lesse, escrevi o nome dele, do pai dele, estas, ele já as reconheceu imediatamente, no entanto, pensei em escrever palavras diferentes, como o nome do avô materno, gato e sapo e para a minha grande surpresa, ele disse que eram as tais palavras que eu havia escrevido. Fiquei muito admirada e também muito orgulhosa porque o meu filho nunca frequentou nenhuma escola e a grande maioria do contato com leituras, palavras e desehos foi por meio de mim.
Acredito que foi muito marcante a relação da letra com seres ou objetos de sua realidade e os momentos de exploração das palavras que estavam presentes em seu cotidiano, especialmente dentro de casa, pois somos rodeados pela escrita.
A cada dia que passa, percebo crescimento em relação ao em meu filho, nos mais variados aspectos, dentre estes, a leitura, a escrita e as formas dele se expressar/por meio de desenhos, que eu diria que são verdadeiras obras de arte.