Ao longo deste curso tínhamos como uma das atividades a serem realizadas fazer uma postagem semanal no blog/portfólio refletindo sobre as aprendizagens construídas naquele período.
Para tal trabalho precisávamos analisar o que havíamos estudado e realizar uma espécie de síntese, registrando aquilo que era mais significativo. Este ato de registrar exigia este esforço de visualizar o “todo” e selecionar o que era mais relevante. Em muitos momentos tivemos que relacionar as aprendizagens construídas com embasamento teórico, dando um suporte maior ao que estávamos registrando/afirmando.
Esta atividade no blog/portfólio exigiu de mim, muitas vezes, ler e reler textos, refletir sobre a minha prática do estágio, sobre qual é o objetivo de ser professor, como oportunizar atividades aos alunos que realmente os façam aprender, entre tantas outras meditações.
Acredito que a proposta de fazer com que o aluno despenda de maiores reflexões é muito importante, não basta somente realizar atividades e não analisar o que deu certo e o que não deu e o porquê de algo não ter dado certo. Este momento é muito significativo, pois o aluno vai analisar o seu objeto de estudo nas suas minuciosidades até encontrar uma resposta satisfatória para tal desequilíbrio, constituindo uma nova consolidação, uma nova forma de existência, como coloca Vasconcellos (2005).
Foram muitas as consolidações de aprendizagens devidas ao ato de realizar estas postagens neste espaço.
Referência Bibliográfica:
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Construção do Conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2005.
sábado, 27 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Eixo IX
No eixo IX, tive como uma das atividades a serem realizadas, a construção do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).
No início deste trabalho, eu tinha como pergunta central que norteava a minha pesquisa “como a metodologia dialética contribui na construção de conhecimentos?”, mas, com o desenvolver do trabalho tive que despender de maiores reflexões e senti a necessidade de modificar a pergunta norteadora, passando esta a ser “qual o perfil de professor que traz marcas positivas às memórias das pessoas?”, onde mencionei que os estudos oportunizados pela universidade ao longo do curso, em especial, o estágio me conduziram a elaboração de uma hipótese: Que a afetividade e o diálogo crítico são traços importantes e significativos de professores, que são lembrados, de forma positiva, por seus ex-alunos. Com base nesta hipótese, a pesquisa de campo visou pesquisar se isto realmente se comprovava.
Este trabalho apoiou-se em pesquisa bibliográfica e em um estudo exploratório- qualitativo. A pesquisa bibliográfica teve como referencial teórico os estudos de Vygotsky, Celso Vasconcellos, Alexandra Alves de Vasconcelos, Libâneo além das contribuições de outros teóricos que possuem muito a acrescentar na área da interação e da mediação aluno-conhecimento-realidade. O estudo exploratório-qualitativo baseou-se em entrevistas orais dirigidas a adultos e a observação de suas respectivas respostas e comportamento frente às indagações.
Pude constatar, com este grupo de entrevistados, que a afetividade se mostrou uma característica fundamental nas relações entre professores e alunos, algo que pode auxiliar o processo de construção do conhecimento assim como inibi-lo, dependendo da forma como são estabelecidas estas relações como aponta Vasconcellos (2005). O diálogo crítico, a interação são aspectos que foram mencionados por vários integrantes como algo necessário e importantíssimo para a construção de conhecimentos significativos.
Referência Bibliográfica:
VASCONCELLOS. Celso dos Santos. Construção do Conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2005.
No início deste trabalho, eu tinha como pergunta central que norteava a minha pesquisa “como a metodologia dialética contribui na construção de conhecimentos?”, mas, com o desenvolver do trabalho tive que despender de maiores reflexões e senti a necessidade de modificar a pergunta norteadora, passando esta a ser “qual o perfil de professor que traz marcas positivas às memórias das pessoas?”, onde mencionei que os estudos oportunizados pela universidade ao longo do curso, em especial, o estágio me conduziram a elaboração de uma hipótese: Que a afetividade e o diálogo crítico são traços importantes e significativos de professores, que são lembrados, de forma positiva, por seus ex-alunos. Com base nesta hipótese, a pesquisa de campo visou pesquisar se isto realmente se comprovava.
Este trabalho apoiou-se em pesquisa bibliográfica e em um estudo exploratório- qualitativo. A pesquisa bibliográfica teve como referencial teórico os estudos de Vygotsky, Celso Vasconcellos, Alexandra Alves de Vasconcelos, Libâneo além das contribuições de outros teóricos que possuem muito a acrescentar na área da interação e da mediação aluno-conhecimento-realidade. O estudo exploratório-qualitativo baseou-se em entrevistas orais dirigidas a adultos e a observação de suas respectivas respostas e comportamento frente às indagações.
Pude constatar, com este grupo de entrevistados, que a afetividade se mostrou uma característica fundamental nas relações entre professores e alunos, algo que pode auxiliar o processo de construção do conhecimento assim como inibi-lo, dependendo da forma como são estabelecidas estas relações como aponta Vasconcellos (2005). O diálogo crítico, a interação são aspectos que foram mencionados por vários integrantes como algo necessário e importantíssimo para a construção de conhecimentos significativos.
Referência Bibliográfica:
VASCONCELLOS. Celso dos Santos. Construção do Conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2005.
domingo, 14 de novembro de 2010
Eixo VIII
No eixo VIII realizei o estágio com uma turma de 4ª série. A partir dos conhecimentos construídos ao longo de meus estudos, do apoio da supervisão e da professora titular da turma acredito ter contribuído, significativamente, na construção de aprendizagens por parte de meus alunos assim como aprendi muito com eles.
Realizei várias atividades interessantes como leituras de imagens abrangendo questões como os afro-descendentes, os indígenas, as desigualdades sociais; pesquisas com pessoas de mais idade da comunidade sobre as mudanças ocorridas ao longo dos anos incluindo as modificações na natureza devido à ação do homem; pesquisas na internet sobre o vulcão Vesúvio que ocorreu na Itália, sobre um vulcão que entrou em erupção na Islândia, construção de maquetes sobre o sistema solar, construção de vulcões, de gráficos sobre as etnias dos integrantes de nossa turma, entre outras.
Durante a realização destas e outras atividades sempre usei muito do diálogo crítico, questionante. Muitas vezes, quando indagada realizava outra pergunta fazendo com que a turma pensasse sobre o assunto abordado. Perguntas que os próprios alunos faziam colegas respondiam, em seguida eu fazia uma nova pergunta e assim seguíamos conversando.
Percebi que estes diálogos envolviam os alunos, eles participavam ativamente se posicionando e defendendo o seu ponto de vista, compreendiam o que estava sendo abordado. Isto chamou a minha atenção, pois, os educandos analisavam as situações que ocorriam no seu espaço de uma forma crítica, o olhar ia além daquele local em que nos encontrávamos.
“Uma das tarefas básicas do educador é fazer pensar, propiciar a reflexão crítica e coletiva em sala de aula, pois só esta poderá assegurar uma aprendizagem efetiva.” (VASCONCELLOS, 2005, p. 99). Foi isto que eu procurei desenvolver durante este período prático.
Foi do meu estágio que surgiu o interesse em desenvolver o TCC baseada na temática “diálogo”.
Referência Bibliográfica:
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2005.
Realizei várias atividades interessantes como leituras de imagens abrangendo questões como os afro-descendentes, os indígenas, as desigualdades sociais; pesquisas com pessoas de mais idade da comunidade sobre as mudanças ocorridas ao longo dos anos incluindo as modificações na natureza devido à ação do homem; pesquisas na internet sobre o vulcão Vesúvio que ocorreu na Itália, sobre um vulcão que entrou em erupção na Islândia, construção de maquetes sobre o sistema solar, construção de vulcões, de gráficos sobre as etnias dos integrantes de nossa turma, entre outras.
Durante a realização destas e outras atividades sempre usei muito do diálogo crítico, questionante. Muitas vezes, quando indagada realizava outra pergunta fazendo com que a turma pensasse sobre o assunto abordado. Perguntas que os próprios alunos faziam colegas respondiam, em seguida eu fazia uma nova pergunta e assim seguíamos conversando.
Percebi que estes diálogos envolviam os alunos, eles participavam ativamente se posicionando e defendendo o seu ponto de vista, compreendiam o que estava sendo abordado. Isto chamou a minha atenção, pois, os educandos analisavam as situações que ocorriam no seu espaço de uma forma crítica, o olhar ia além daquele local em que nos encontrávamos.
“Uma das tarefas básicas do educador é fazer pensar, propiciar a reflexão crítica e coletiva em sala de aula, pois só esta poderá assegurar uma aprendizagem efetiva.” (VASCONCELLOS, 2005, p. 99). Foi isto que eu procurei desenvolver durante este período prático.
Foi do meu estágio que surgiu o interesse em desenvolver o TCC baseada na temática “diálogo”.
Referência Bibliográfica:
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo: Libertad, 2005.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eixo VII
Na interdisciplina “didática, planejamento e avaliação” do eixo VII, no texto de Maria Bernadette Castro Rodriguês, “Planejamento: Em busca de caminhos” encontrei aspectos de grande relevância sobre o ato de planejar, onde o professor deve possuir intenções, pensar em que tipo de aluno e sociedade pretende construir. Isto implica em possuir pressupostos teóricos que estabelecem diretrizes do trabalho, definindo procedimentos e estratégias metodológicas. A autora coloca (p. 03):
“Planejar é a constante busca de aliar o “para quê” ao “como” através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo."
Durante a realização de meu estágio, sempre tive em mente estes objetivos, selecionava o que eu considerava importante para a vida de meus alunos, seja na sua vida pessoal como em sociedade, propondo atividades que levassem em conta estes norteadores.
Uma das formas que encontrei para trabalhar estas questões com os alunos foi utilizando o diálogo crítico, questionador acerca dos “conteúdos”, onde a afetividade permeava as relações contribuindo para um clima de respeito e harmonia entre todos. Acredito que o trabalho de um professor que é lembrado, de forma positiva, por seus alunos e ex-alunos deve estar pautado em diretrizes claras e objetivas onde, provavelmente, o diálogo intenso, entre todos os envolvidos é um dos fatores que contribui para estas lembranças.
“Planejar é a constante busca de aliar o “para quê” ao “como” através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo."
Durante a realização de meu estágio, sempre tive em mente estes objetivos, selecionava o que eu considerava importante para a vida de meus alunos, seja na sua vida pessoal como em sociedade, propondo atividades que levassem em conta estes norteadores.
Uma das formas que encontrei para trabalhar estas questões com os alunos foi utilizando o diálogo crítico, questionador acerca dos “conteúdos”, onde a afetividade permeava as relações contribuindo para um clima de respeito e harmonia entre todos. Acredito que o trabalho de um professor que é lembrado, de forma positiva, por seus alunos e ex-alunos deve estar pautado em diretrizes claras e objetivas onde, provavelmente, o diálogo intenso, entre todos os envolvidos é um dos fatores que contribui para estas lembranças.
sábado, 30 de outubro de 2010
Abordagem das postagens do mês de outubro
Durante o mês de outubro realizei três postagens em meu portfólio referentes ao meu tema de pesquisa do TCC.
Na postagem do eixo IV trouxe questões referentes ao desenvolvimento das noções de tempo e espaço, da interdisciplina representação do mundo pelos estudos sociais, onde utilizei o diálogo, com ênfase em atividades que desenvolvessem tais noções.
Na postagem do eixo V, na interdisciplina psicologia da vida adulta eu trouxe o conceito de adulto elaborado por um grupo, no qual eu fazia parte, considerando a importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros visando à formação plena do ser adulto.
No eixo VI, eu citei exemplos de atividades onde utilizei o diálogo crítico, questionante, acerca da realidade concreta dos educandos, como exemplo, a leitura de imagens (de uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira). Por meio desta atividade, pude trabalhar diversas questões como o respeito às diversas culturas, aos modos de vida dos diversos grupos indígenas, dialogamos sobre as várias etnias, sobre as escolas dentro das aldeias que respeitam os valores daqueles grupos, que há índios na universidade, sobre as ancestralidades de cada educando.
Foi muito bom revisitar as interdisciplinas já cursadas, hoje, possuo um olhar diferente sobre os mesmos objetos de estudo trabalhados naquela época, porque hoje eu sou diferente da pessoa que eu era naquele período. As experiências vão nos modificando com o passar do tempo, vamos crescendo.
Um exemplo de crescimento foi a elaboração de meu TCC, agora, nesta última semana, após maiores reflexões, senti a necessidade de modificar a pergunta central que estava norteando o meu trabalho. Acredito que isto faz parte da construção; esta mudança veio a facilitar o andamento e conclusão de meu TCC.
Eu tinha como pergunta central de minha pesquisa “como a metodologia dialética contribui na construção de conhecimentos?” e agora o foco de minha investigação mudou, mas, sem ser necessário realizar grandes modificações dentro do corpo do trabalho, passando a ser “qual o perfil de professor que traz marcas positivas nas memórias das pessoas?”, onde deixei claro que devido aos meus estudos e principalmente com o estágio, passei a possuir uma hipótese, que a afetividade e o diálogo crítico, questionante são traços importantes de um professor que é lembrado por seus alunos e ex- alunos. Pretendo com a investigação, averiguar se esta hipótese se confirma ou não.
Na postagem do eixo IV trouxe questões referentes ao desenvolvimento das noções de tempo e espaço, da interdisciplina representação do mundo pelos estudos sociais, onde utilizei o diálogo, com ênfase em atividades que desenvolvessem tais noções.
Na postagem do eixo V, na interdisciplina psicologia da vida adulta eu trouxe o conceito de adulto elaborado por um grupo, no qual eu fazia parte, considerando a importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros visando à formação plena do ser adulto.
No eixo VI, eu citei exemplos de atividades onde utilizei o diálogo crítico, questionante, acerca da realidade concreta dos educandos, como exemplo, a leitura de imagens (de uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira). Por meio desta atividade, pude trabalhar diversas questões como o respeito às diversas culturas, aos modos de vida dos diversos grupos indígenas, dialogamos sobre as várias etnias, sobre as escolas dentro das aldeias que respeitam os valores daqueles grupos, que há índios na universidade, sobre as ancestralidades de cada educando.
Foi muito bom revisitar as interdisciplinas já cursadas, hoje, possuo um olhar diferente sobre os mesmos objetos de estudo trabalhados naquela época, porque hoje eu sou diferente da pessoa que eu era naquele período. As experiências vão nos modificando com o passar do tempo, vamos crescendo.
Um exemplo de crescimento foi a elaboração de meu TCC, agora, nesta última semana, após maiores reflexões, senti a necessidade de modificar a pergunta central que estava norteando o meu trabalho. Acredito que isto faz parte da construção; esta mudança veio a facilitar o andamento e conclusão de meu TCC.
Eu tinha como pergunta central de minha pesquisa “como a metodologia dialética contribui na construção de conhecimentos?” e agora o foco de minha investigação mudou, mas, sem ser necessário realizar grandes modificações dentro do corpo do trabalho, passando a ser “qual o perfil de professor que traz marcas positivas nas memórias das pessoas?”, onde deixei claro que devido aos meus estudos e principalmente com o estágio, passei a possuir uma hipótese, que a afetividade e o diálogo crítico, questionante são traços importantes de um professor que é lembrado por seus alunos e ex- alunos. Pretendo com a investigação, averiguar se esta hipótese se confirma ou não.
domingo, 24 de outubro de 2010
Eixo VI
Relendo as atividades e textos solicitados ao longo do curso, encontrei no eixo VI, na interdisciplina de “Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História” o texto de Daniel Manducuru, “Em busca de uma Ancestralidade Brasileira”, onde este autor fala da necessidade de trabalhar com todos os educandos a ancestralidade destes indivíduos, pois desta forma, as pessoas definem a sua identidade, conhecem os valores e modos de viver pertencentes a sua cultura, possibilitando, desta forma, a aceitação de suas características individuais e a das outras pessoas.
Este autor coloca (p. 03):
“Quando a gente se percebe continuador de uma história, nossa responsabilidade cresce e o respeito pela história do outro também. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. Trazer suas histórias, seus comprometimentos, suas angústias, sua humanidade. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza de nossos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de roda. Tudo isso, não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos.”
Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de minha vida pessoal e dos estudos, trabalhei com meus alunos a ancestralidade deles. Dei para cada educando três imagens: De uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira.
Pedi para que analisassem as imagens, uma menina disse que a mulher loira era mais bonita, perguntei por que ela achava isso, ela, tentando disfarçar, disse que a achava mais bonita porque era loira, estava sorrindo... Esta leitura de imagens provocou grandes discussões na sala de aula, dialogamos sobre a questão indígena, dos afros descendentes, fiquei surpresa quando os indaguei sobre suas origens, ninguém sabia sua etnia.
Após as discussões, cada aluno colou em seu caderno as imagens e descreveram, de uma forma minuciosa, o que observavam.
Propus aos alunos para que pesquisassem com seus pais ou avós qual a sua origem étnica. Todos eram descendentes de alemães, além desta descendência a professora titular da turma e uma menina eram também descendentes de grupos indígenas, uma outra menina possuía descendência italiana e um menino era afro descendente.
Construímos uma tabela com os dados obtidos e após, um gráfico.
Estas atividades promoveram diálogos riquíssimos em sala de aula, onde os alunos conheceram a sua ancestralidade, perceberam que os grupos indígenas não se encontram somente lá nas aldeias, distantes, mas, que, fazem parte da constituição de colegas, que os indígenas assim como os italianos, os alemães, os afros descendentes e outros povos foram se miscigenando formando as pessoas que hoje se encontram em nossa sociedade, cada um com suas características individuais.
Este autor coloca (p. 03):
“Quando a gente se percebe continuador de uma história, nossa responsabilidade cresce e o respeito pela história do outro também. É preciso trazer a figura dos antepassados para dentro da escola. Trazer suas histórias, seus comprometimentos, suas angústias, sua humanidade. É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza de nossos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de roda. Tudo isso, não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos.”
Com base nos conhecimentos adquiridos ao longo de minha vida pessoal e dos estudos, trabalhei com meus alunos a ancestralidade deles. Dei para cada educando três imagens: De uma menina indígena, de dois meninos afros descendentes e de uma mulher loira.
Pedi para que analisassem as imagens, uma menina disse que a mulher loira era mais bonita, perguntei por que ela achava isso, ela, tentando disfarçar, disse que a achava mais bonita porque era loira, estava sorrindo... Esta leitura de imagens provocou grandes discussões na sala de aula, dialogamos sobre a questão indígena, dos afros descendentes, fiquei surpresa quando os indaguei sobre suas origens, ninguém sabia sua etnia.
Após as discussões, cada aluno colou em seu caderno as imagens e descreveram, de uma forma minuciosa, o que observavam.
Propus aos alunos para que pesquisassem com seus pais ou avós qual a sua origem étnica. Todos eram descendentes de alemães, além desta descendência a professora titular da turma e uma menina eram também descendentes de grupos indígenas, uma outra menina possuía descendência italiana e um menino era afro descendente.
Construímos uma tabela com os dados obtidos e após, um gráfico.
Estas atividades promoveram diálogos riquíssimos em sala de aula, onde os alunos conheceram a sua ancestralidade, perceberam que os grupos indígenas não se encontram somente lá nas aldeias, distantes, mas, que, fazem parte da constituição de colegas, que os indígenas assim como os italianos, os alemães, os afros descendentes e outros povos foram se miscigenando formando as pessoas que hoje se encontram em nossa sociedade, cada um com suas características individuais.
domingo, 10 de outubro de 2010
Eixo 5
Relendo as atividades do eixo 5, encontrei na interdisciplina de psicologia da vida adulta, no seguinte endereço: http://psicologiavidaadulta-tc.pbworks.com/
o conceito de ser adulto, elaborado por grupos de alunos de nossa turma.
Três grupos destacaram a grande importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros seres como algo necessário para um bom desenvolvimento do ser humano, visando um adulto responsável e consciente de seus atos.
Apresento o que o meu grupo elaborou a respeito deste conceito (ser adulto): “É estar em constante construção da aprendizagem, a qual se dá pela interação dos indivíduos com o meio”. (Rosimere, Maria Aparecida, Márcia, Vanícia, Mineide e Simone Matos).
Esta interação procurei promover durante a realização de meu estágio; e uma das ferramentas usadas para a obtenção de tal objetivo foi o diálogo, este o usei intensamente, trabalhando os “conteúdos” de sala de aula relacionando-os com a realidade concreta dos educandos, problematizando seus interesses.
Um exemplo de problematização dos interesses dos alunos foi quando oportunizei uma discussão em torno da colocação de um educando sobre o seu desejo em se tornar caminhoneiro, quando adulto. Falamos sobre as dificuldades que estes profissionais encontram no dia-a-dia, como o excesso da carga horária de trabalho, o uso de arrebites, os males que esta droga pode ocasionar, se vale a pena “trocar” a saúde pelo dinheiro obtido com o uso desta droga, dialogamos sobre a necessidade de estudarem para que obtenham um trabalho que ofereça melhores condições e etc..
o conceito de ser adulto, elaborado por grupos de alunos de nossa turma.
Três grupos destacaram a grande importância da interação dos indivíduos com o seu meio e com os outros seres como algo necessário para um bom desenvolvimento do ser humano, visando um adulto responsável e consciente de seus atos.
Apresento o que o meu grupo elaborou a respeito deste conceito (ser adulto): “É estar em constante construção da aprendizagem, a qual se dá pela interação dos indivíduos com o meio”. (Rosimere, Maria Aparecida, Márcia, Vanícia, Mineide e Simone Matos).
Esta interação procurei promover durante a realização de meu estágio; e uma das ferramentas usadas para a obtenção de tal objetivo foi o diálogo, este o usei intensamente, trabalhando os “conteúdos” de sala de aula relacionando-os com a realidade concreta dos educandos, problematizando seus interesses.
Um exemplo de problematização dos interesses dos alunos foi quando oportunizei uma discussão em torno da colocação de um educando sobre o seu desejo em se tornar caminhoneiro, quando adulto. Falamos sobre as dificuldades que estes profissionais encontram no dia-a-dia, como o excesso da carga horária de trabalho, o uso de arrebites, os males que esta droga pode ocasionar, se vale a pena “trocar” a saúde pelo dinheiro obtido com o uso desta droga, dialogamos sobre a necessidade de estudarem para que obtenham um trabalho que ofereça melhores condições e etc..
domingo, 3 de outubro de 2010
Eixo 4
No eixo 4, na interdisciplina de representação do mundo pelos estudos sociais trabalhamos questões referentes ao desenvolvimento das noções de tempo e espaço na criança. Realizamos a leitura das unidades III e IV do seguinte livro: Estudos sociais: Teoria e prática, dos autores Aracy do Rego Antunes, Heloísa Fesch Menandro e Tomoko Iyda Paganelli.
Este livro traz orientações sobre a necessidade de desenvolver as noções de tempo e espaço na criança e de como fazer isso, apresenta muitas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos para o desenvolvimento de tais noções.
Estes autores trazem colocações sobre este assunto:
Para as crianças, a inserção de espaços menores em espaços maiores não é tão clara como se pode pensar. Compreender, por exemplo, que a rua está dentro do bairro, o bairro dentro da cidade, a cidade dentro do município, o município dentro do estado e o estado dentro do país não é tão fácil: envolve conceitos que devem ser construídos gradativamente pela criança. (ANTUNES; MENANDRO; PAGANELLI, 1999, p. 71).
Durante a realização do meu estágio sempre tive muita preocupação com estas questões. Realizei o estágio com uma turma de 4ª série, quando trabalhei as missões jesuíticas levei os alunos até o laboratório de informática e por meio do Google maps localizamos nosso estado, a região jesuítica, o nosso município, a localização das ruas e até mesmo das moradias dos alunos. Os mapas do Rio Grande do Sul, do Brasil e o globo estavam sempre presentes na sala de aula.
Durante este período prático, procurei, especialmente por meio do diálogo , aproximar o mais perto possível os “conteúdos escolares” da realidade sempre situando os alunos no tempo e no espaço, especialmente quando trabalhava geografia e história. Um fato que ocorreu há 120 anos eu dizia aos educandos: Vocês tem em torno de 10 anos, os pais de vocês aproximadamente, 35, os avós, tantos anos... e isto ocorreu a 120 anos.
Este livro traz orientações sobre a necessidade de desenvolver as noções de tempo e espaço na criança e de como fazer isso, apresenta muitas sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos para o desenvolvimento de tais noções.
Estes autores trazem colocações sobre este assunto:
Para as crianças, a inserção de espaços menores em espaços maiores não é tão clara como se pode pensar. Compreender, por exemplo, que a rua está dentro do bairro, o bairro dentro da cidade, a cidade dentro do município, o município dentro do estado e o estado dentro do país não é tão fácil: envolve conceitos que devem ser construídos gradativamente pela criança. (ANTUNES; MENANDRO; PAGANELLI, 1999, p. 71).
Durante a realização do meu estágio sempre tive muita preocupação com estas questões. Realizei o estágio com uma turma de 4ª série, quando trabalhei as missões jesuíticas levei os alunos até o laboratório de informática e por meio do Google maps localizamos nosso estado, a região jesuítica, o nosso município, a localização das ruas e até mesmo das moradias dos alunos. Os mapas do Rio Grande do Sul, do Brasil e o globo estavam sempre presentes na sala de aula.
Durante este período prático, procurei, especialmente por meio do diálogo , aproximar o mais perto possível os “conteúdos escolares” da realidade sempre situando os alunos no tempo e no espaço, especialmente quando trabalhava geografia e história. Um fato que ocorreu há 120 anos eu dizia aos educandos: Vocês tem em torno de 10 anos, os pais de vocês aproximadamente, 35, os avós, tantos anos... e isto ocorreu a 120 anos.
domingo, 26 de setembro de 2010
Abordagem das postagens do mês de setembro
Durante este mês de setembro realizei três postagens em meu portfólio, uma referente a cada eixo (I, II e III).
Na primeira postagem eu trouxe contribuições de Paulo Freire, de seu livro "Pedagogia da autonomia", sobre o saber escutar, necessário em uma aula onde o diálogo esteja muito presente. Na segunda postagem abordei aspectos da teoria de Vygotsky, do sóciointeracionismo, onde a linguagem é considerada por este teórico um instrumento de mediação por excelência. E na terceira postagem trouxe a interdisciplina de artes visuais, pois no meu estágio trabalhei com algumas obras de arte, estas promoveram riquíssimas discussões acerca do assunto que estávamos tratando.
Até, cerca de uns 10 dias atrás, eu estava com a seguinte pergunta norteadora de meu TCC: Qual a importância do diálogo na construção da aprendizagem? Após, ler vários artigos e um livro de Celso Vasconcellos, este último orientado pela minha orientadora, mudei de pergunta central passando esta ser a seguinte: Como a metodologia dialética contribui na construção do conhecimento?
Para desenvolver meu TCC baseada nesta pergunta atual estou apoiando-me nas contribuições dos estudos de Vygotsky, de Celso Vasconcellos, de Wallon, entre outros. Pretendo seguir a linha do sóciointeracionismo, pois a mediação é de grande importância em uma metodologia dialética.
Na primeira postagem eu trouxe contribuições de Paulo Freire, de seu livro "Pedagogia da autonomia", sobre o saber escutar, necessário em uma aula onde o diálogo esteja muito presente. Na segunda postagem abordei aspectos da teoria de Vygotsky, do sóciointeracionismo, onde a linguagem é considerada por este teórico um instrumento de mediação por excelência. E na terceira postagem trouxe a interdisciplina de artes visuais, pois no meu estágio trabalhei com algumas obras de arte, estas promoveram riquíssimas discussões acerca do assunto que estávamos tratando.
Até, cerca de uns 10 dias atrás, eu estava com a seguinte pergunta norteadora de meu TCC: Qual a importância do diálogo na construção da aprendizagem? Após, ler vários artigos e um livro de Celso Vasconcellos, este último orientado pela minha orientadora, mudei de pergunta central passando esta ser a seguinte: Como a metodologia dialética contribui na construção do conhecimento?
Para desenvolver meu TCC baseada nesta pergunta atual estou apoiando-me nas contribuições dos estudos de Vygotsky, de Celso Vasconcellos, de Wallon, entre outros. Pretendo seguir a linha do sóciointeracionismo, pois a mediação é de grande importância em uma metodologia dialética.
domingo, 19 de setembro de 2010
Eixo III
Relendo as propostas e atividades do eixo III destaco a interdisciplina de artes visuais, bloco I – o ensino de artes visuais, no seguinte endereço: http://pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/artesvisuais/bloco_I/tematica_1/popup_05.html, pois esta apresenta a metodologia triangular, uma nova forma de ensinar arte na escola, visando ações que valorizem as vivências dos alunos, o relacionamento com questões sociais e principalmente o desenvolvimento de uma consciência crítica.
Esta proposta metodológica enfoca de forma integrada: o fazer artístico, a análise de obras e objetos de arte e também a história da arte. Como nos diz Mirian Celeste Martins (1998), o que se pretende nas aulas de arte, nessa perspectiva, é a interação da criança com o campo da arte, o seu contato direto com ela, tal como é previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Durante o meu estágio trabalhei com releitura de obras de arte, como exemplo, “o jovem mendigo” de Murillo Esteban, onde dei para cada educando a imagem desta obra e dialogamos muito sobre o que observavam. Discutimos inúmeras questões como:
a) O que leva alguém a se tornar um mendigo?
b) Quais as oportunidades de um mendigo refazer a sua vida?
c) Você daria um emprego a um ser humano que se encontra nestas condições?
d) Quais as responsabilidades do poder público perante estas questões?
Coloquei para os alunos que estas pessoas mendigas possuem familiares, sentimentos, que estão desamparadas financeiramente, socialmente assim como psicologicamente e precisam de ajuda.
Após estas discussões acerca da obra os alunos colaram as imagens que receberam em seus cadernos e descreveram, minuciosamente, o que observavam. Posteriormente, eles criaram as suas obras de arte com uso de tinta guache desenvolvendo a imaginação e a criatividade.
O estudo desta obra possibilitou o diálogo e a reflexão sobre questões sociais. A escola não pode ser uma mera reprodução das desigualdades existentes, ela possui este compromisso de abrir horizontes e promover a justiça social.
Esta proposta metodológica enfoca de forma integrada: o fazer artístico, a análise de obras e objetos de arte e também a história da arte. Como nos diz Mirian Celeste Martins (1998), o que se pretende nas aulas de arte, nessa perspectiva, é a interação da criança com o campo da arte, o seu contato direto com ela, tal como é previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Durante o meu estágio trabalhei com releitura de obras de arte, como exemplo, “o jovem mendigo” de Murillo Esteban, onde dei para cada educando a imagem desta obra e dialogamos muito sobre o que observavam. Discutimos inúmeras questões como:
a) O que leva alguém a se tornar um mendigo?
b) Quais as oportunidades de um mendigo refazer a sua vida?
c) Você daria um emprego a um ser humano que se encontra nestas condições?
d) Quais as responsabilidades do poder público perante estas questões?
Coloquei para os alunos que estas pessoas mendigas possuem familiares, sentimentos, que estão desamparadas financeiramente, socialmente assim como psicologicamente e precisam de ajuda.
Após estas discussões acerca da obra os alunos colaram as imagens que receberam em seus cadernos e descreveram, minuciosamente, o que observavam. Posteriormente, eles criaram as suas obras de arte com uso de tinta guache desenvolvendo a imaginação e a criatividade.
O estudo desta obra possibilitou o diálogo e a reflexão sobre questões sociais. A escola não pode ser uma mera reprodução das desigualdades existentes, ela possui este compromisso de abrir horizontes e promover a justiça social.
domingo, 12 de setembro de 2010
Teoria psicológica: Sócio-interacionismo
Revendo as propostas de trabalho do eixo II, pude encontrar na interdisciplina de "desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da psicologia" o estudo sobre as teorias psicológicas que explicam as noções de desenvolvimento e aprendizagem, dentre as quais o sócio-interacionismo.
Como o meu TCC está sendo realizado com base na seguinte pergunta: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Penso em abordar neste trabalho como se constrói o conhecimento segundo a teoria do sócio-interacionismo. Pois, Vygotsky acreditava na grande importância da linguagem como meio de interação entre os sujeitos envolvidos.
" O determinante da evolução psíquica é o trabalho do homem com ajuda de instrumentos. São instrumentos todos os objetos por ele criados, sem esquecer a linguagem, que é o instrumento de mediação por excelência". (Extraído do seguinte site: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/material_mec/eixo2/psicologiai/pead-psico/socio-interacionismo/c10.htm - da interdisciplina citada a cima).
Para este teórico, o estudante é percebido como aquele que aprende os valores, a linguagem e o conhecimento que o seu grupo social produz a partir da interação com o outro, tanto alunos, como professor.
Como o meu TCC está sendo realizado com base na seguinte pergunta: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Penso em abordar neste trabalho como se constrói o conhecimento segundo a teoria do sócio-interacionismo. Pois, Vygotsky acreditava na grande importância da linguagem como meio de interação entre os sujeitos envolvidos.
" O determinante da evolução psíquica é o trabalho do homem com ajuda de instrumentos. São instrumentos todos os objetos por ele criados, sem esquecer a linguagem, que é o instrumento de mediação por excelência". (Extraído do seguinte site: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/material_mec/eixo2/psicologiai/pead-psico/socio-interacionismo/c10.htm - da interdisciplina citada a cima).
Para este teórico, o estudante é percebido como aquele que aprende os valores, a linguagem e o conhecimento que o seu grupo social produz a partir da interação com o outro, tanto alunos, como professor.
domingo, 5 de setembro de 2010
Revisitando as interdisciplinas
Revisitando os trabalhos desenvolvidos ao longo do curso de pedagogia posso destacar no eixo I, a interdisciplina de escola, cultura e sociedade - Abordagem sóciocultural e antropológica que propõe a leitura e atividades sobre o livro "pedagogia da autonomia" de Paulo Freire.
A questão de pesquisa que está norteando a construção de meu TCC é a seguinte: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Este autor fala sobre a necessidade do professor em escutar seus alunos, seus interesses e dialogar exercendo o respeito entre os pólos na busca da aprendizagem.
"Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições precise de falar a ele." (FREIRE, 2001, p. 127).
O aluno chega a escola com uma grande bagagem de conhecimentos. Estes não podem ser desprezados pelo professor e sim servirem como um suporte para a construção de novos saberes. Por meio de propostas de atividades e do diálogo horizontal o professor deve conduzir seu trabalho visando entre outras questões, um educando crítico, que exerça ações positivas no espaço em que se encontra.
A questão de pesquisa que está norteando a construção de meu TCC é a seguinte: Qual a importância da metodologia do diálogo na construção da aprendizagem? Este autor fala sobre a necessidade do professor em escutar seus alunos, seus interesses e dialogar exercendo o respeito entre os pólos na busca da aprendizagem.
"Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele, mesmo que, em certas condições precise de falar a ele." (FREIRE, 2001, p. 127).
O aluno chega a escola com uma grande bagagem de conhecimentos. Estes não podem ser desprezados pelo professor e sim servirem como um suporte para a construção de novos saberes. Por meio de propostas de atividades e do diálogo horizontal o professor deve conduzir seu trabalho visando entre outras questões, um educando crítico, que exerça ações positivas no espaço em que se encontra.
sábado, 28 de agosto de 2010
Definindo o tema/problema do TCC
Desde o final do semestre anterior quando a supervisora pediu para pensarmos/visualizarmos o tema da pesquisa do TCC sempre tive em vista o assunto "diálogo na sala de aula".
Continuo pensando em desenvolver meu TCC baseada nesta temática.
Coloquei para a supervisão pessoalmente e virtualmente sobre o meu encantamento dos diálogos que mediei durante o meu estágio. Foi algo muito marcante, propor atividades como leitura de imagens, pesquisa com pessoas idosas da comunidade sobre as modificações ocorridas ao longo dos anos naquele espaço assim como discutir assuntos que surgiam espontaneamente durante a aula.
Eu acredito que soube conduzir/mediar estas questões fazendo com que os alunos se posicionassem e defendessem suas opiniões. Em muitas circunstâncias, quando eles me perguntavam algo de interesse eu respondia com outra pergunta, e eles refletiam sobre o que estava sendo dialogado. Acontecia uma verdadeira "roda de diálogo", questionamentos de um aluno o outro respondia e eu introduzia uma nova pergunta e assim refletíamos sobre o que estava sendo discutido.
Sempre tive e continuo tendo um grande compromisso com as questões sociais, estas se fizeram presentes neste período prático.
Acredito que as discussões que promovi com minha turma durante o estágio foram muito ricas e que mudaram concepções. Penso que a escola possui este dever, de formar alunos críticos, conscientes do que acontece aos seus arredores mobilizando-os a desenvolver ações positivas no espaço em que estão inseridos.
Na verdade, gostaria de falar sobre isto tudo no meu TCC, não sei se estou no caminho certo, por isso estou pedindo auxílio da supervisão.
Não sei se este assunto (diálogo na sala de aula) não é restrito demais para tal pesquisa. A supervisora que está me acompanhando, antes de eu manifestar o meu interesse por algum tema, me sugeriu outras duas questões como "o significado de ser professora no século XXI, ou a questão do planejamento, valorizar os saberes e desejos dos alunos". Estas não seriam amplas demais para um trabalho de TCC?
Na última aula presencial, dia 23/08/10, discutimos sobre a pergunta que norteará nosso trabalho. Tentei formular uma pergunta ou afirmação que melhor direcionasse minha pesquisa e o que consegui foi "O diálogo na construção da aprendizagem".
Estou aguardando orientações da supervisão para definir a pergunta ou afirmação que norteará meu trabalho de conclusão de curso.
Continuo pensando em desenvolver meu TCC baseada nesta temática.
Coloquei para a supervisão pessoalmente e virtualmente sobre o meu encantamento dos diálogos que mediei durante o meu estágio. Foi algo muito marcante, propor atividades como leitura de imagens, pesquisa com pessoas idosas da comunidade sobre as modificações ocorridas ao longo dos anos naquele espaço assim como discutir assuntos que surgiam espontaneamente durante a aula.
Eu acredito que soube conduzir/mediar estas questões fazendo com que os alunos se posicionassem e defendessem suas opiniões. Em muitas circunstâncias, quando eles me perguntavam algo de interesse eu respondia com outra pergunta, e eles refletiam sobre o que estava sendo dialogado. Acontecia uma verdadeira "roda de diálogo", questionamentos de um aluno o outro respondia e eu introduzia uma nova pergunta e assim refletíamos sobre o que estava sendo discutido.
Sempre tive e continuo tendo um grande compromisso com as questões sociais, estas se fizeram presentes neste período prático.
Acredito que as discussões que promovi com minha turma durante o estágio foram muito ricas e que mudaram concepções. Penso que a escola possui este dever, de formar alunos críticos, conscientes do que acontece aos seus arredores mobilizando-os a desenvolver ações positivas no espaço em que estão inseridos.
Na verdade, gostaria de falar sobre isto tudo no meu TCC, não sei se estou no caminho certo, por isso estou pedindo auxílio da supervisão.
Não sei se este assunto (diálogo na sala de aula) não é restrito demais para tal pesquisa. A supervisora que está me acompanhando, antes de eu manifestar o meu interesse por algum tema, me sugeriu outras duas questões como "o significado de ser professora no século XXI, ou a questão do planejamento, valorizar os saberes e desejos dos alunos". Estas não seriam amplas demais para um trabalho de TCC?
Na última aula presencial, dia 23/08/10, discutimos sobre a pergunta que norteará nosso trabalho. Tentei formular uma pergunta ou afirmação que melhor direcionasse minha pesquisa e o que consegui foi "O diálogo na construção da aprendizagem".
Estou aguardando orientações da supervisão para definir a pergunta ou afirmação que norteará meu trabalho de conclusão de curso.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Décima semana
Eu tinha previsões de trabalhar somente um dia esta semana, pois estava completando o número de horas exigidas pelo curso, mas, a supervisão orientou a mim e aos meus colegas há trabalharmos três dias.
Nestes três dias os alunos apresentaram as suas pesquisas aos colegas referentes ao vulcão, resolveram histórias matemáticas envolvendo as quatro operações e introduzi conteúdos novos como exemplos, os divisores de um número natural e o efeito estufa.
Percebi que os alunos tiveram mais dificuldades de compreender os divisores do que os múltiplos, sei que foi somente uma introdução e serão necessárias outras aulas sobre este assunto para que compreendam este conteúdo de forma significativa.
Gostaria de destacar algo que aconteceu quando os alunos estavam confeccionando bandeirinhas para a festa junina e enchendo balões nas cores verde e amarela, ambos para decorar a sala de aula. Um aluno disse que não ia confeccionar bandeirinhas, disse a ele com convicção que ele iria.
Os balões deveriam ser colados no teto, no centro da sala, como sou baixinha, pedi, propositalmente, ajuda para este menino, que é bem alto, ele colou todos os balões no forro, ajudou a esticar o cordão com as bandeirinhas e a fixá-lo no interior da sala (no alto). Enfim, trabalhou o tempo inteiro.
Percebi que consegui envolvê-lo na atividade fazendo com que ele participasse ativamente, de uma forma gentil.
Realizei também uma festinha de despedida. Foi muito emocionante!
Senti vontade de continuar a trabalhar com eles e também ciúmes em “devolvê-los” para a professora titular da turma. Esta disse a mim que também sentiu ciúmes em deixar com que eu trabalhasse com eles, quando iniciei meu estágio.
A menina que recebi de outra escola enquanto estava realizando o estágio me abraçou fortemente e permaneceu abraçada a mim por bastante tempo. Falei ao pé do ouvido dela que ela é uma ótima menina, dedicada, carinhosa e esforçada. Quando olhei para ela, estava com os olhos cheios de água.
Muitas vezes, gestos falam mais do que palavras!
Criei vínculos de carinho e amor muito grande por estes alunos, espero ter contribuído, de forma significativa, na formação deles como cidadãos.
Nestes três dias os alunos apresentaram as suas pesquisas aos colegas referentes ao vulcão, resolveram histórias matemáticas envolvendo as quatro operações e introduzi conteúdos novos como exemplos, os divisores de um número natural e o efeito estufa.
Percebi que os alunos tiveram mais dificuldades de compreender os divisores do que os múltiplos, sei que foi somente uma introdução e serão necessárias outras aulas sobre este assunto para que compreendam este conteúdo de forma significativa.
Gostaria de destacar algo que aconteceu quando os alunos estavam confeccionando bandeirinhas para a festa junina e enchendo balões nas cores verde e amarela, ambos para decorar a sala de aula. Um aluno disse que não ia confeccionar bandeirinhas, disse a ele com convicção que ele iria.
Os balões deveriam ser colados no teto, no centro da sala, como sou baixinha, pedi, propositalmente, ajuda para este menino, que é bem alto, ele colou todos os balões no forro, ajudou a esticar o cordão com as bandeirinhas e a fixá-lo no interior da sala (no alto). Enfim, trabalhou o tempo inteiro.
Percebi que consegui envolvê-lo na atividade fazendo com que ele participasse ativamente, de uma forma gentil.
Realizei também uma festinha de despedida. Foi muito emocionante!
Senti vontade de continuar a trabalhar com eles e também ciúmes em “devolvê-los” para a professora titular da turma. Esta disse a mim que também sentiu ciúmes em deixar com que eu trabalhasse com eles, quando iniciei meu estágio.
A menina que recebi de outra escola enquanto estava realizando o estágio me abraçou fortemente e permaneceu abraçada a mim por bastante tempo. Falei ao pé do ouvido dela que ela é uma ótima menina, dedicada, carinhosa e esforçada. Quando olhei para ela, estava com os olhos cheios de água.
Muitas vezes, gestos falam mais do que palavras!
Criei vínculos de carinho e amor muito grande por estes alunos, espero ter contribuído, de forma significativa, na formação deles como cidadãos.
domingo, 13 de junho de 2010
Nona semana de estágio
Esta semana retomei alguns conteúdos já trabalhados como exemplos, as missões jesuíticas, múltiplos de um número natural e o respeito e introduzi outros como substantivos simples e compostos.
Na próxima segunda-feira estarei encerrando meu estágio, eu havia planejado trabalhar muitos conteúdos, atividades, como exemplos, o efeito estufa e o aquecimento global, mas, não foi possível devido ao tempo.
Acredito que durante este período de nove semanas os alunos construíram muitas aprendizagens significativas, penso que são importantes todos os momentos de reflexões, de análises que realizei com eles, especialmente quando se tratou de discutir a conduta, a moral, o meio ambiente...
Eu tinha em mente os meus objetivos, o que eu queria que os alunos aprendessem, se apropriassem, construíssem e aprendi que eu devia olhar para as necessidades dos educandos, manter um equilíbrio entre o que eu visualizava e entre o que os alunos solicitavam.
Quando se trabalha um conteúdo relacionando à realidade do educando este se torna significativo, foi o que eu procurei fazer durante este período.
“Piaget, por meio da epistemologia genética defendia a idéia de que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da sua vida. O desenvolvimento dá-se através do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, resultando em adaptação. Segundo esta formulação, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem uma estrutura mental que não está "vazia", precisa adaptar esses dados à estrutura mental já existente. O processo de modificação de si próprio é chamado de acomodação. Este esquema revela que nenhum conhecimento nos chega do exterior sem que sofra alguma alteração pela nossa parte. Ou seja, tudo o que aprendemos é influenciado por aquilo que já tínhamos aprendido.” Extraído do seguinte site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget
Espero que a minha passagem pelas vidas deles tenha resultado bons frutos, que eles realmente tenham incorporado às suas atitudes o que foi discutido, analisado, trabalhado.
Na próxima segunda-feira estarei encerrando meu estágio, eu havia planejado trabalhar muitos conteúdos, atividades, como exemplos, o efeito estufa e o aquecimento global, mas, não foi possível devido ao tempo.
Acredito que durante este período de nove semanas os alunos construíram muitas aprendizagens significativas, penso que são importantes todos os momentos de reflexões, de análises que realizei com eles, especialmente quando se tratou de discutir a conduta, a moral, o meio ambiente...
Eu tinha em mente os meus objetivos, o que eu queria que os alunos aprendessem, se apropriassem, construíssem e aprendi que eu devia olhar para as necessidades dos educandos, manter um equilíbrio entre o que eu visualizava e entre o que os alunos solicitavam.
Quando se trabalha um conteúdo relacionando à realidade do educando este se torna significativo, foi o que eu procurei fazer durante este período.
“Piaget, por meio da epistemologia genética defendia a idéia de que o indivíduo passa por várias etapas de desenvolvimento ao longo da sua vida. O desenvolvimento dá-se através do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, resultando em adaptação. Segundo esta formulação, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem uma estrutura mental que não está "vazia", precisa adaptar esses dados à estrutura mental já existente. O processo de modificação de si próprio é chamado de acomodação. Este esquema revela que nenhum conhecimento nos chega do exterior sem que sofra alguma alteração pela nossa parte. Ou seja, tudo o que aprendemos é influenciado por aquilo que já tínhamos aprendido.” Extraído do seguinte site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget
Espero que a minha passagem pelas vidas deles tenha resultado bons frutos, que eles realmente tenham incorporado às suas atitudes o que foi discutido, analisado, trabalhado.
domingo, 6 de junho de 2010
Oitava semana de estágio
Esta semana introduzi vários conteúdos novos, como por exemplo, a convivência entre os seres vivos, os múltiplos de um número natural, o espaço do Rio Grande do Sul, entre outros. Quando me refiro a conteúdos não falo somente daquela listagem de itens que as escolas possuem e que ainda orientam cegamente muitos professores em seu campo de trabalho, refiro-me também a todas as discuções, análises das relações entre as pessoas, temas que considero de grande importância para a constituição da cidadania de cada aluno como o respeito à pluralidade cultural, às religiões, a situação de pessoas que vivem em condições extremamente precárias como os mendigos, o que os levaram a estarem nestas condições, quais as oportunidades que estes possuem no momento, estes conteúdos não foram trabalhados por mim nesta semana, mas, achei relevante colocar nesta postagem o que entendo por conteúdos curriculares.
Esta semana os alunos deram continuidade às pesquisas sobre o vulcão que esteve em erupção na Islândia e que interrompeu o trânsito aéreo por vários dias na Europa e em outras regiões do mundo. Estas pesquisas fazem parte de um projeto que estou desenvolvendo “Vulcão na Islândia” que partiu do interesse dos alunos, pois os educandos já haviam estudado no início do ano, com a professora titular, questões referentes às forças internas da terra. Na quarta-feira cada aluno construiu um vulcão e com os ingredientes que trouxeram de casa, o fizeram, artificialmente, entrar em erupção. Eles adoraram!
Juntamente com este projeto estou desenvolvendo outro que toda a escola onde desenvolvo meu estágio está trabalhando “preservação e valorização do ambiente” e trabalhando sobre as relações entre os seres vivos, como trabalhei esta semana surgiu uma bela discução sobre este assunto, pois falamos sobre a fotossíntese, sobre o equilíbrio ambiental necessário para a vida em harmonia, a cadeia alimentar, os animais que estão em extinção, a necessidade de reciclar, enfim, a turma que estou trabalhando possui bons argumentos, eles defendem as suas idéias, se posicionam criticamente, como já citei em postagem anterior.
Estou sempre atenta às aprendizagens dos alunos assim como o que me colocam, pois, no primeiro dia de aula, eu disse aos alunos que eu estaria aberta às sugestões deles, que se não estivessem satisfeitos com algo, me colocassem e nós discutiríamos visando um bom trabalho. Há duas semanas os alunos pediram para que as aulas tivessem mais atividades lúdicas, conversei com a professora titular e ela concordou com os alunos e desde semana passada já incorporei aos meus planejamentos atividades como caçador, pega rabos, namoro do viúvo, jogo da forca, construção do vulcão, jogos de raciocínio na internet, assistiram a um vídeo que tratava da importância de produzir e consumir produtos sem o uso de agrotóxicos, confecção de cartaz sobre produtos orgânicos com imagens de frutas, verduras e legumes recortadas de revistas, entre outros.
Esta semana os alunos deram continuidade às pesquisas sobre o vulcão que esteve em erupção na Islândia e que interrompeu o trânsito aéreo por vários dias na Europa e em outras regiões do mundo. Estas pesquisas fazem parte de um projeto que estou desenvolvendo “Vulcão na Islândia” que partiu do interesse dos alunos, pois os educandos já haviam estudado no início do ano, com a professora titular, questões referentes às forças internas da terra. Na quarta-feira cada aluno construiu um vulcão e com os ingredientes que trouxeram de casa, o fizeram, artificialmente, entrar em erupção. Eles adoraram!
Juntamente com este projeto estou desenvolvendo outro que toda a escola onde desenvolvo meu estágio está trabalhando “preservação e valorização do ambiente” e trabalhando sobre as relações entre os seres vivos, como trabalhei esta semana surgiu uma bela discução sobre este assunto, pois falamos sobre a fotossíntese, sobre o equilíbrio ambiental necessário para a vida em harmonia, a cadeia alimentar, os animais que estão em extinção, a necessidade de reciclar, enfim, a turma que estou trabalhando possui bons argumentos, eles defendem as suas idéias, se posicionam criticamente, como já citei em postagem anterior.
Estou sempre atenta às aprendizagens dos alunos assim como o que me colocam, pois, no primeiro dia de aula, eu disse aos alunos que eu estaria aberta às sugestões deles, que se não estivessem satisfeitos com algo, me colocassem e nós discutiríamos visando um bom trabalho. Há duas semanas os alunos pediram para que as aulas tivessem mais atividades lúdicas, conversei com a professora titular e ela concordou com os alunos e desde semana passada já incorporei aos meus planejamentos atividades como caçador, pega rabos, namoro do viúvo, jogo da forca, construção do vulcão, jogos de raciocínio na internet, assistiram a um vídeo que tratava da importância de produzir e consumir produtos sem o uso de agrotóxicos, confecção de cartaz sobre produtos orgânicos com imagens de frutas, verduras e legumes recortadas de revistas, entre outros.
domingo, 30 de maio de 2010
Após a sétima semana de estágio
Cada dia que passa percebo que estou aprendendo mais, com relação ao estágio.
Após conversa com os alunos e a professora titular da turma, percebi que eu deveria incorporar aos meus planejamentos mais atividades lúdicas, variadas. Neste diálogo com a professora compreendi também que devo trabalhar numa aula menos atividades de cada interdisciplina, não ficando muito tempo em cima de um único conteúdo, pois isso torna a aula cansativa.
Isso são aprendizagens que com o passar dos dias vão se aprimorando, estou conhecendo melhor meus alunos e meu trabalho, por isso a importância da observação/reflexão sobre o proposto e sobre a aquisição dos conhecimentos por parte dos alunos.
Trabalhando diariamente com os educandos é notável como os conhecemos profundamente, tanto em seus saberes, como em seus desejos, dificuldades, alegrias e tristezas. percebo que laços muito fortes, hoje, me ligam aos meus alunos. É muito satisfatório saber que estou colaborando para a educação destes, os orientando sobre aqueles "conteúdos" que devemos trabalhar assim como os direcionando num caminho para o bem da humanidade.
Faltam somente duas semanas para o término do estágio e estou com uma sensação de que não vou dar conta de trabalhar com os alunos o que gostaria de desenvolver com eles. Antes de terminar, já estou sentindo saudades deles. Além de alunos, eles passaram a ser meus grandes amigos.
Após conversa com os alunos e a professora titular da turma, percebi que eu deveria incorporar aos meus planejamentos mais atividades lúdicas, variadas. Neste diálogo com a professora compreendi também que devo trabalhar numa aula menos atividades de cada interdisciplina, não ficando muito tempo em cima de um único conteúdo, pois isso torna a aula cansativa.
Isso são aprendizagens que com o passar dos dias vão se aprimorando, estou conhecendo melhor meus alunos e meu trabalho, por isso a importância da observação/reflexão sobre o proposto e sobre a aquisição dos conhecimentos por parte dos alunos.
Trabalhando diariamente com os educandos é notável como os conhecemos profundamente, tanto em seus saberes, como em seus desejos, dificuldades, alegrias e tristezas. percebo que laços muito fortes, hoje, me ligam aos meus alunos. É muito satisfatório saber que estou colaborando para a educação destes, os orientando sobre aqueles "conteúdos" que devemos trabalhar assim como os direcionando num caminho para o bem da humanidade.
Faltam somente duas semanas para o término do estágio e estou com uma sensação de que não vou dar conta de trabalhar com os alunos o que gostaria de desenvolver com eles. Antes de terminar, já estou sentindo saudades deles. Além de alunos, eles passaram a ser meus grandes amigos.
domingo, 23 de maio de 2010
Após a sexta semana de estágio
Já passei da metade do período do estágio e pude compreender muitas questões relacionadas à educação que antes não estavam claras para mim.
Acredito que, hoje, possuo um bom domínio de turma, estou surpresa comigo mesma, pois não achava que conseguiria o que estou conseguindo...
Compreendo que os alunos estão aprendendo, é claro que há alguns que não se apropriam de todos os conhecimentos socializados, pois cada aluno é um ser único, com suas individualidades/problemas. Faço o possível para que compreendam o proposto, tanto que, quando percebo que estes não compreenderam a minha proposta retomo novamente o conteúdo. Não quero fazer de conta que estou "ensinando" e que os alunos estão "aprendendo".
Ao longo deste período já trabalhei várias questões sociais como, exemplos, a questão indígena, a afro descendente e os mendigos, e percebi que estas aulas foram muito boas, os alunos fazem suas colocações, demonstram interesse por estes assuntos e se posicionam criticamente. São, especialmente, nestes momentos que percebo que vale a pena!
Acredito que, hoje, possuo um bom domínio de turma, estou surpresa comigo mesma, pois não achava que conseguiria o que estou conseguindo...
Compreendo que os alunos estão aprendendo, é claro que há alguns que não se apropriam de todos os conhecimentos socializados, pois cada aluno é um ser único, com suas individualidades/problemas. Faço o possível para que compreendam o proposto, tanto que, quando percebo que estes não compreenderam a minha proposta retomo novamente o conteúdo. Não quero fazer de conta que estou "ensinando" e que os alunos estão "aprendendo".
Ao longo deste período já trabalhei várias questões sociais como, exemplos, a questão indígena, a afro descendente e os mendigos, e percebi que estas aulas foram muito boas, os alunos fazem suas colocações, demonstram interesse por estes assuntos e se posicionam criticamente. São, especialmente, nestes momentos que percebo que vale a pena!
sábado, 15 de maio de 2010
Após a 5ª semana de estágio
Gostaria de colocar que estou muito feliz com a realização de meu estágio.
Embora surgiram várias dificuldades ao longo desta prática e sei que outras ainda irão surgir, percebo que os alunos estão aprendendo, tanto os "conteúdos" como reflexões e análises sobre a organização da sociedade e das ações destas pessoas que compõem este espaço, contruindo, aos poucos, uma rede de saberes.
Se eu iniciasse, hoje, o meu estágio eu realizaria algumas mudanças, compreendo que se eu trabalhasse alguns conteúdos de forma diferente os alunos aprenderiam mais facilmente, pois, hoje, consigo visualizar, mentalmente, uma sequência de conteúdos e atividades/propostas para serem trabalhadas com os educandos, que no início deste período não estava muito claras para mim.
Antes do início do estágio, eu estava muito ansiosa, pois, era uma nova etapa da minha vida que eu precisava enfrentar. Hoje, eu sinto que superei muitos de meus medos e percebo que os alunos estão aprendendo. Isso é muito gratificante!
Embora surgiram várias dificuldades ao longo desta prática e sei que outras ainda irão surgir, percebo que os alunos estão aprendendo, tanto os "conteúdos" como reflexões e análises sobre a organização da sociedade e das ações destas pessoas que compõem este espaço, contruindo, aos poucos, uma rede de saberes.
Se eu iniciasse, hoje, o meu estágio eu realizaria algumas mudanças, compreendo que se eu trabalhasse alguns conteúdos de forma diferente os alunos aprenderiam mais facilmente, pois, hoje, consigo visualizar, mentalmente, uma sequência de conteúdos e atividades/propostas para serem trabalhadas com os educandos, que no início deste período não estava muito claras para mim.
Antes do início do estágio, eu estava muito ansiosa, pois, era uma nova etapa da minha vida que eu precisava enfrentar. Hoje, eu sinto que superei muitos de meus medos e percebo que os alunos estão aprendendo. Isso é muito gratificante!
domingo, 9 de maio de 2010
Após a quarta semana de estágio
Após a quarta semana de estágio muitos conhecimentos e habilidades quanto à prática foram construídos.
Estou dando continuidade aos conteúdos que eu já estava trabalhando, quando percebo que os alunos compreenderam o proposto, introduzo conteúdos novos.
Procuro incorporar às minhas aulas, assuntos, conteúdos, temáticas que proporcionem aos alunos refletirem, analisarem suas realidades, a sociedade como um todo, desenvolvendo um olhar crítico sobre as ações das pessoas que ocupam esse espaço assim como as relações que as envolvem.
Planejo minhas aulas tendo em vista que é o aluno quem deve agir, ser um ser ativo, que pesquise, que pense, que reflita, que estabeleça relações construindo o conhecimento. Também exerço a ação de refletir, de pensar, mas é sobre a minha prática, sobre meu planejamento e sobre as aprendizagens dos alunos, exerço a função de mediadora entre o aluno e o conhecimento.
Percebi que estou conseguindo me organizar no tempo e no espaço, tanto na escola como em minha casa, na organização de meus planejamentos, tendo em vista que possuo outras inúmeras atividades diárias.
Estou dando continuidade aos conteúdos que eu já estava trabalhando, quando percebo que os alunos compreenderam o proposto, introduzo conteúdos novos.
Procuro incorporar às minhas aulas, assuntos, conteúdos, temáticas que proporcionem aos alunos refletirem, analisarem suas realidades, a sociedade como um todo, desenvolvendo um olhar crítico sobre as ações das pessoas que ocupam esse espaço assim como as relações que as envolvem.
Planejo minhas aulas tendo em vista que é o aluno quem deve agir, ser um ser ativo, que pesquise, que pense, que reflita, que estabeleça relações construindo o conhecimento. Também exerço a ação de refletir, de pensar, mas é sobre a minha prática, sobre meu planejamento e sobre as aprendizagens dos alunos, exerço a função de mediadora entre o aluno e o conhecimento.
Percebi que estou conseguindo me organizar no tempo e no espaço, tanto na escola como em minha casa, na organização de meus planejamentos, tendo em vista que possuo outras inúmeras atividades diárias.
domingo, 2 de maio de 2010
Terceira semana de estágio
Após a terceira semana de estágio percebi que aprendi bastante e ao mesmo tempo sei que tenho muito que aprender, na verdade, estamos sempre em constante aprendizado.
Foi muito difícil no começo desta prática, mas agora estou dando continuidade ao que iniciei. Procuro utilizar mais os livros didáticos da turma para evitar muitas cópias, mas, possuo um grande número de livros, em minha casa, que uso sempre que necessário enriquecendo meus planejamentos além de fazer uso de outros recursos como pesquisas na internet...
O que eu aprendi ao longo dos estudos deste curso, estou procurando colocar em prática, como, por exemplo, fazer com que o aluno seja um ser ativo, que haja, pesquise, analise, construa suas hipóteses para uma posterior construção do conhecimento.
Abordo assuntos que considero de grande relevância para a construção da cidadania como a valorização dos diversos povos (indígenas, afro-descendentes, alemães, italianos, japoneses...).
Acredito que é preciso expandir os horizontes dos alunos, quebrar preconceitos, fazer com que o aluno analise sua realidade e haja sobre ela.
Foi muito difícil no começo desta prática, mas agora estou dando continuidade ao que iniciei. Procuro utilizar mais os livros didáticos da turma para evitar muitas cópias, mas, possuo um grande número de livros, em minha casa, que uso sempre que necessário enriquecendo meus planejamentos além de fazer uso de outros recursos como pesquisas na internet...
O que eu aprendi ao longo dos estudos deste curso, estou procurando colocar em prática, como, por exemplo, fazer com que o aluno seja um ser ativo, que haja, pesquise, analise, construa suas hipóteses para uma posterior construção do conhecimento.
Abordo assuntos que considero de grande relevância para a construção da cidadania como a valorização dos diversos povos (indígenas, afro-descendentes, alemães, italianos, japoneses...).
Acredito que é preciso expandir os horizontes dos alunos, quebrar preconceitos, fazer com que o aluno analise sua realidade e haja sobre ela.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Após uma semana de estágio
Estou gostando de trabalhar com os alunos com os quais estou estagiando (4ª série).
Percebi que é mais difícil no começo do estágio, quando pegamos uma turma que já está sendo trabalhada por outro professor. É preciso saber o que ele já trabalhou, o que é preciso trabalhar, tendo em vista, o que é relevante para os alunos assim como as diversas formas de desenvolver o proposto.
Depois de alguns dias, vão surgindo idéias e os planejamentos se tornam mais fáceis de serem elaborados.
Estou me sentindo mais segura, muito bem orientada pela supervisora e tutora. É bom saber que podemos contar com pessoas que nos sugerem opções de como melhor trabalhar.
Percebi que é mais difícil no começo do estágio, quando pegamos uma turma que já está sendo trabalhada por outro professor. É preciso saber o que ele já trabalhou, o que é preciso trabalhar, tendo em vista, o que é relevante para os alunos assim como as diversas formas de desenvolver o proposto.
Depois de alguns dias, vão surgindo idéias e os planejamentos se tornam mais fáceis de serem elaborados.
Estou me sentindo mais segura, muito bem orientada pela supervisora e tutora. É bom saber que podemos contar com pessoas que nos sugerem opções de como melhor trabalhar.
terça-feira, 13 de abril de 2010
A prática
Trabalhei com minha turma de estágio somente dois dias e percebi aspectos importantes tanto para o planejamento das futuras aulas como de minha conduta neste espaço educacional, como por exemplo, o nível de aprendizagem em que os alunos se encontram, os que possuem mais dificuldades assim como as áreas em que cada aluno possui mais facilidades.
É uma turma muito boa de trabalhar, que rende muito bem, sendo preciso mais atividades em cada planejamento.
Percebi que eles já estão me "testando", algo normal quando se trata de uma nova professora, mas, mantive posição firme e calma, prevalecendo a minha autoridade, não autoritarismo.
Realmente é necessário possuir uma visão mais longa do que se vai trabalhar, isto favorece um melhor planejamento assim como uma maior segurança para quem está estagiando.
É uma turma muito boa de trabalhar, que rende muito bem, sendo preciso mais atividades em cada planejamento.
Percebi que eles já estão me "testando", algo normal quando se trata de uma nova professora, mas, mantive posição firme e calma, prevalecendo a minha autoridade, não autoritarismo.
Realmente é necessário possuir uma visão mais longa do que se vai trabalhar, isto favorece um melhor planejamento assim como uma maior segurança para quem está estagiando.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Estágio
Após a realização da atividade 2, postada no pbworks do pólo que solicitava apresentar dados referentes a turma que irei estagiar assim como da escola e do município ao qual esta instituição pertence, analisar conteúdos, capacidades e habilidades a serem desenvolvidas me oportunizou uma visão mais ampla e clara do trabalho que irei desempenhar nos próximos dias.
Realmente é preciso considerar todo um contexto social, familiar e pessoal para desenvolver um trabalho pedagógico com resultados satisfatórios.
Estou me sentindo mais segura para enfrentar este novo desafio. Sei que tenho muito que aprender, mas, uma base sólida foi construída ao longo deste curso e de minha carreira profissional favorecendo esta segurança que me impulsa para a realização do estágio.
Realmente é preciso considerar todo um contexto social, familiar e pessoal para desenvolver um trabalho pedagógico com resultados satisfatórios.
Estou me sentindo mais segura para enfrentar este novo desafio. Sei que tenho muito que aprender, mas, uma base sólida foi construída ao longo deste curso e de minha carreira profissional favorecendo esta segurança que me impulsa para a realização do estágio.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Estágio se aproximando
Em breve, estarei iniciando o estágio do curso de pedagogia.
Realizarei esta prática na escola onde trabalhei por cinco anos, conheço os alunos assim como todos que trabalham neste espaço educacional.
Me sinto segura em alguns aspectos e insegura em outros. Segura pelos conhecimentos construídos ao longo do curso e de minha vida funcional e também porque estarei no meio de pessoas que conheço, indivíduos com quem possuo intimidades, oportunizando segurança para dizer que não sei como agir frente a algumas supostas situações e pedir ajuda. Por outro lado, me sinto insegura, porque irei deparar-me com situações novas e tudo que é novo, desperta certo receio.
Mas, estou bem otimista e calma, acredito que surgirão dificuldades ao longo deste caminho, mas, as superarei.
Gostaria de colocar que gosto muito dos alunos com quem irei estagiar, acompanhei a entrada deles no ambiente escolar e convivi com eles até recentemente, quando fui removida para outra instituição, mas, agora estou de volta a esta escola, a minha escola.
Realizarei esta prática na escola onde trabalhei por cinco anos, conheço os alunos assim como todos que trabalham neste espaço educacional.
Me sinto segura em alguns aspectos e insegura em outros. Segura pelos conhecimentos construídos ao longo do curso e de minha vida funcional e também porque estarei no meio de pessoas que conheço, indivíduos com quem possuo intimidades, oportunizando segurança para dizer que não sei como agir frente a algumas supostas situações e pedir ajuda. Por outro lado, me sinto insegura, porque irei deparar-me com situações novas e tudo que é novo, desperta certo receio.
Mas, estou bem otimista e calma, acredito que surgirão dificuldades ao longo deste caminho, mas, as superarei.
Gostaria de colocar que gosto muito dos alunos com quem irei estagiar, acompanhei a entrada deles no ambiente escolar e convivi com eles até recentemente, quando fui removida para outra instituição, mas, agora estou de volta a esta escola, a minha escola.
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